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sábado, junho 09, 2012
Laricia Sofia
Esta semana foi cansativa mas positiva :) muito positiva.
Na 2ª feira nasceu a Laricia Sofia, a filha mais nova da minha empregada / amiga Teresa. A Teresa, para quem não sabe, trabalha comigo desde que eu vim para Moçambique. Damo-nos muito bem e damos apoio uma à outra, sempre que é necessário. Cozinha maravilhosamente bem, e tem treinado outras empregadas de amigos meus, adora e cuida dos meus bixos quando estou fora, e gere toda a casa. Sem a ajuda dela a minha vida aqui seria um stress imenso.
Então 2ª feira a bebé nasceu, às 21:15, com 3.120kg, depois de muitas horas em trabalho de parto (desde sábado á noite).
Durante os 9 meses não se escolheu nome, até porque nem sabíamos se ia ser menina ou menino. A minha mãe dizia que ia ser menina, e eu e a Teresa estávamos convencidas que seria um menino.
A menina nasceu bem, é linda, super calma, um doce... hoje fui conhecê-la e dar-lhe o nome.
Na casa da Teresa, onde sou sempre bem recebida, estava eu, ela e as duas filhas já grandes. Enquanto a bebé mamava tranquila, falámos sobre os nomes, e graças à tecnologia móvel conseguimos pesquisar o significado de alguns nomes. A decisão foi relativamente rápida, quanto ao 2º nome, todas concordámos com Sofia.
O primeiro nome é que foi mais difícil e foi a Teresa que sugeriu, Laricia.
Laricia, ou Larissa ou ainda Larissia, é um nome de origem grega que significa "cheia de vida", "cheia de alegria", "tem charme", "é agradável". Na mitologia grega é o nome de uma ninfa de Thessaly. É ainda o nome de uma das luas de Neptuno.
Sofia é também um nome de origem grega, que significa "sabedoria", "a sábia".
Bem vinda a este mundo Laricia Sofia, que a tua vida seja recheada de amor e felicidade.
Na 2ª feira nasceu a Laricia Sofia, a filha mais nova da minha empregada / amiga Teresa. A Teresa, para quem não sabe, trabalha comigo desde que eu vim para Moçambique. Damo-nos muito bem e damos apoio uma à outra, sempre que é necessário. Cozinha maravilhosamente bem, e tem treinado outras empregadas de amigos meus, adora e cuida dos meus bixos quando estou fora, e gere toda a casa. Sem a ajuda dela a minha vida aqui seria um stress imenso.
Então 2ª feira a bebé nasceu, às 21:15, com 3.120kg, depois de muitas horas em trabalho de parto (desde sábado á noite).
Durante os 9 meses não se escolheu nome, até porque nem sabíamos se ia ser menina ou menino. A minha mãe dizia que ia ser menina, e eu e a Teresa estávamos convencidas que seria um menino.
A menina nasceu bem, é linda, super calma, um doce... hoje fui conhecê-la e dar-lhe o nome.
Na casa da Teresa, onde sou sempre bem recebida, estava eu, ela e as duas filhas já grandes. Enquanto a bebé mamava tranquila, falámos sobre os nomes, e graças à tecnologia móvel conseguimos pesquisar o significado de alguns nomes. A decisão foi relativamente rápida, quanto ao 2º nome, todas concordámos com Sofia.
O primeiro nome é que foi mais difícil e foi a Teresa que sugeriu, Laricia.
Laricia, ou Larissa ou ainda Larissia, é um nome de origem grega que significa "cheia de vida", "cheia de alegria", "tem charme", "é agradável". Na mitologia grega é o nome de uma ninfa de Thessaly. É ainda o nome de uma das luas de Neptuno.
Sofia é também um nome de origem grega, que significa "sabedoria", "a sábia".
Bem vinda a este mundo Laricia Sofia, que a tua vida seja recheada de amor e felicidade.
segunda-feira, maio 28, 2012
Um aniversário diferente
Escrevo a história do meus 34º aniversário, porque não quero nunca esquecer-me destes dias. Todos os meus aniversários têm sido especiais e lembro de cada um deles. Mas nunca me tinha acontecido, durante o meu aniversário lembrar-me tão claramente dos outros aniversários... dos amigos que estiveram aqui e dos que não puderam estar.
Cada aniversário é especial, e é uma oportunidade única de nos sentirmos rodeados de felicidade e carinho, abraçados pelos braços da amizade. Sim, cada aniversário é especial, mas este ainda mais, porque num único aniversário recordei-me de todos os outros, por isso foi um aniversário onde estiveram todos presentes :) mesmo os ausentes...
O aniversário começou na sexta-feira no momento em que entrei no carro da minha grande amiga P.. Éramos 4, eu apenas conhecia a P. mas ao fim de uns 100 km já cantávamos alto e bom som, com muito movimento, as músicas boas e não tão boas, que nos fazem recordar, sorrir e cantar.
Já na Swazilândia o frio começou a apertar e por cima da blusa de alças fui vestindo casacos, enrolei o lenço ao pescoço e já à entrada do festival Bushfire esperámos um outro grupo de amigos com quem tínhamos combinado ir jantar.
Àquela hora só um sítio ainda tinha comida, o Royal Swazi Hotel. Para aquecer pedimos uns shots de Kahula, Amarula e natas, era já quase meia-noite e a comida veio acompanhada de um bom vinho. A conversa e risadas fluíam com uma naturalidade quase surpreendente.
Pensei que já que me estava a mimar com a presença de amigos, estes e os que vim a encontrar ao longo do fim-de-semana, achei por bem mimar-me a sério para o meu fim-de-semana de aniversário.
O Hotel estava cheio, nós tínhamos reservado umas casinhas num lodge no meio de um parque natural, mas com aquele frio todo lá fora e o conforto do Royal Swazi Spa, achei melhor ver se conseguia arranjar um quarto. E depois de alguma conversa, o bláblá de que faço anos, etc etc, consegui um quarto e ainda por cima a metade do preço no Lugogo Hotel (mesmo ao lado e que é do mesmo grupo do Royal). Alguém tinha cancelado uma reserva à última da hora.
Quando chego ao quarto tenho um dilema... em qual das 2 camas de casal me havida de deitar :) Há pessoas com sorte, eu sei, e acho que fui uma delas.
Não dormi muito mas o suficiente para deixar o stress da semana de trabalho para trás. Acordei mesmo a tempo do pequeno-almoço gigantesco, tomei banho e vesti-me.
Era sábado dia, dia de festival.
Fui ter com o resto dos amigos ao Royal, aproveitei para comprar um gorro de lã e um cachecol, e assim fiquei equipada para o frio da noite de festival (frio a sério acho que chegámos a ter 7ºC).
Fomos almoçar ao Calabash, onde já não ia há 22 anos, desde que era pequenina. Entro na sala e vejo uma mesa grande lá ao fundo e praticamente todos os meus amigos (dos que foram ao festival) estavam lá, para me dar um beijinho no último dia dos 33 anos e começarmos a festejar os 34 logo ali.
Éramos mais de 30 :), seríamos 34? talvez.
Comemos da melhor carne, entradas fabulosas e no fim um bolo de chocolate divinal que deu para todos. As velas não apagavam apesar da minha determinação em as apagar. Eram daquelas velas chatas que não param de acender outra vez.
No fim do bolo uma rodada de shots, de uma qualquer coisa demasiado alcoólica, e transparente. Depois do shot é que vimos que era o álcool que estava dentro de uma garrafa com cobras e lagartos em conserva :) um bocadinho melhor do que o que bebemos no Vietnam ;)
Tive direito à sempre única música dos parabéns que este ano foi mais ou menos assim "Parabéns a você, Só amanhã!, Nesta data querida, Só amanhã!,...." foi muito bom :)
Saímos do restaurante e fomos para a House on Fire onde decorre o festival Bushfire. Um espaço ao ar livre com construções estranhas de uma mente criativa completamente louca, mas fenomenal. O espaço é mesmo espectacular.
O ritmo da festa eram as músicas do mundo, com um toque muito especial de África. Bons concertos, boa onda, boa gente, muitos sorrisos, abraços e mimos dos amigos que rodeavam. O calor humano era tanto que só ao fim de umas horas tive frio suficiente para vestir o casaco. Gritei, saltei, dancei e cantei... adorei :)
Quase perto da meia-noite consegui comer um hot-dog daquelas salsichas sul-africanas que detesto, mas como há alturas que não vale a pena ser esquisita.
Rapidamente esqueci os apertos da fila da comida (a comida acabou nas outras barraquinhas), esqueci a fome e com a música de fundo recebi abraços e beijinhos dos amigos que ainda se aguentavam no festival. Era dia 27 de Maio, começava assim o meu dia de anos em pleno festival.
Dancei, dancei até não poder mais... as pernas doíam tanto... nem me lembro de alguma vez ter tido tantas dores...
Já estoirada mas com um sorriso nos lábios voltei para o hotel, dormi um pouco e no meu aniversário fui tomar outro pequeno-almoço fantástico, e segui para as massagens :)
1:30 de massagem, daquelas a sério, com pedras quentes ao som dos pássaros no spa no meio do jardim. Rejuvenesci.
Seguimos para um almoço já tardio mais uma vez no Calabash, mas desta vez éramos menos e daqui seguimos para Maputo, onde os meu "bixos" esperavam ansiosamente por mim. O Pumba, a Matilde e o Valentim, brindaram-me de mimos enquanto recebia chamadas de Portugal e de outros lados do mundo...
Mais uma vez senti-me abraçada por todos, amigos e família, senti-me abraçada por aqueles que me fazem muita falta, mas que estiveram comigo neste dia especial.
Obrigada amigos, por me darem mais um dia (ou vários dias) tão especial.
Beijinhos grandes para todos do fundo do coração.
Cada aniversário é especial, e é uma oportunidade única de nos sentirmos rodeados de felicidade e carinho, abraçados pelos braços da amizade. Sim, cada aniversário é especial, mas este ainda mais, porque num único aniversário recordei-me de todos os outros, por isso foi um aniversário onde estiveram todos presentes :) mesmo os ausentes...
O aniversário começou na sexta-feira no momento em que entrei no carro da minha grande amiga P.. Éramos 4, eu apenas conhecia a P. mas ao fim de uns 100 km já cantávamos alto e bom som, com muito movimento, as músicas boas e não tão boas, que nos fazem recordar, sorrir e cantar.
Já na Swazilândia o frio começou a apertar e por cima da blusa de alças fui vestindo casacos, enrolei o lenço ao pescoço e já à entrada do festival Bushfire esperámos um outro grupo de amigos com quem tínhamos combinado ir jantar.
Àquela hora só um sítio ainda tinha comida, o Royal Swazi Hotel. Para aquecer pedimos uns shots de Kahula, Amarula e natas, era já quase meia-noite e a comida veio acompanhada de um bom vinho. A conversa e risadas fluíam com uma naturalidade quase surpreendente.
Pensei que já que me estava a mimar com a presença de amigos, estes e os que vim a encontrar ao longo do fim-de-semana, achei por bem mimar-me a sério para o meu fim-de-semana de aniversário.
O Hotel estava cheio, nós tínhamos reservado umas casinhas num lodge no meio de um parque natural, mas com aquele frio todo lá fora e o conforto do Royal Swazi Spa, achei melhor ver se conseguia arranjar um quarto. E depois de alguma conversa, o bláblá de que faço anos, etc etc, consegui um quarto e ainda por cima a metade do preço no Lugogo Hotel (mesmo ao lado e que é do mesmo grupo do Royal). Alguém tinha cancelado uma reserva à última da hora.
Quando chego ao quarto tenho um dilema... em qual das 2 camas de casal me havida de deitar :) Há pessoas com sorte, eu sei, e acho que fui uma delas.
Não dormi muito mas o suficiente para deixar o stress da semana de trabalho para trás. Acordei mesmo a tempo do pequeno-almoço gigantesco, tomei banho e vesti-me.
Era sábado dia, dia de festival.
Fui ter com o resto dos amigos ao Royal, aproveitei para comprar um gorro de lã e um cachecol, e assim fiquei equipada para o frio da noite de festival (frio a sério acho que chegámos a ter 7ºC).
Fomos almoçar ao Calabash, onde já não ia há 22 anos, desde que era pequenina. Entro na sala e vejo uma mesa grande lá ao fundo e praticamente todos os meus amigos (dos que foram ao festival) estavam lá, para me dar um beijinho no último dia dos 33 anos e começarmos a festejar os 34 logo ali.
Éramos mais de 30 :), seríamos 34? talvez.
Comemos da melhor carne, entradas fabulosas e no fim um bolo de chocolate divinal que deu para todos. As velas não apagavam apesar da minha determinação em as apagar. Eram daquelas velas chatas que não param de acender outra vez.
No fim do bolo uma rodada de shots, de uma qualquer coisa demasiado alcoólica, e transparente. Depois do shot é que vimos que era o álcool que estava dentro de uma garrafa com cobras e lagartos em conserva :) um bocadinho melhor do que o que bebemos no Vietnam ;)
Tive direito à sempre única música dos parabéns que este ano foi mais ou menos assim "Parabéns a você, Só amanhã!, Nesta data querida, Só amanhã!,...." foi muito bom :)
Saímos do restaurante e fomos para a House on Fire onde decorre o festival Bushfire. Um espaço ao ar livre com construções estranhas de uma mente criativa completamente louca, mas fenomenal. O espaço é mesmo espectacular.
O ritmo da festa eram as músicas do mundo, com um toque muito especial de África. Bons concertos, boa onda, boa gente, muitos sorrisos, abraços e mimos dos amigos que rodeavam. O calor humano era tanto que só ao fim de umas horas tive frio suficiente para vestir o casaco. Gritei, saltei, dancei e cantei... adorei :)
Quase perto da meia-noite consegui comer um hot-dog daquelas salsichas sul-africanas que detesto, mas como há alturas que não vale a pena ser esquisita.
Rapidamente esqueci os apertos da fila da comida (a comida acabou nas outras barraquinhas), esqueci a fome e com a música de fundo recebi abraços e beijinhos dos amigos que ainda se aguentavam no festival. Era dia 27 de Maio, começava assim o meu dia de anos em pleno festival.
Dancei, dancei até não poder mais... as pernas doíam tanto... nem me lembro de alguma vez ter tido tantas dores...
Já estoirada mas com um sorriso nos lábios voltei para o hotel, dormi um pouco e no meu aniversário fui tomar outro pequeno-almoço fantástico, e segui para as massagens :)
1:30 de massagem, daquelas a sério, com pedras quentes ao som dos pássaros no spa no meio do jardim. Rejuvenesci.
Seguimos para um almoço já tardio mais uma vez no Calabash, mas desta vez éramos menos e daqui seguimos para Maputo, onde os meu "bixos" esperavam ansiosamente por mim. O Pumba, a Matilde e o Valentim, brindaram-me de mimos enquanto recebia chamadas de Portugal e de outros lados do mundo...
Mais uma vez senti-me abraçada por todos, amigos e família, senti-me abraçada por aqueles que me fazem muita falta, mas que estiveram comigo neste dia especial.
Obrigada amigos, por me darem mais um dia (ou vários dias) tão especial.
Beijinhos grandes para todos do fundo do coração.
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Para os meus amigos...
Quero ser teu amigo
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te como próximo, sem medida ...
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar a tua vontade
Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar
Nem ausente nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente, ser-te paz
É bonito ser amigo,
Mas confesso,
É tão difícil aprender,
Por isso, eu te peço paciência
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças!
Dê-me tempo
De acertar nossas distâncias
(Autor: Fernando Pessoa )
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te como próximo, sem medida ...
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar a tua vontade
Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar
Nem ausente nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente, ser-te paz
É bonito ser amigo,
Mas confesso,
É tão difícil aprender,
Por isso, eu te peço paciência
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças!
Dê-me tempo
De acertar nossas distâncias
(Autor: Fernando Pessoa )
segunda-feira, julho 18, 2011
Hoje parecia Natal...
Hoje, não sei muito bem porquê, parecia Natal.
Talvez tenha sido uma conjugação de factores, que me fizeram sentir o cheirinho no ar daquela típica manhã de véspera de Natal. Aquela manhã em que acordamos todas bem cedo, tomamos um duche e um pequeno-almoço rápido, pomos o leitor de cd ou o gira-discos a tocar aquelas músicas clássicas que já todos sabemos de cor. Aquela manhã em que decidimos qual de nós vai ajudar a mãe e qual vai ajudar a avó. :)
Hoje parecia-me esse momento em que tomo o pequeno-almoço antes de começar a preparar a ceia. E porque é que me parecia esse momento?
Acordei e estava frio, bastante frio. Mas estava sol, aquela luz no ar, aquele tom de azul no céu de inverno. O ar seco do aquecedor, os cães espreguiçam-se com aquela preguiça de inverno, eu levanto-me com um sorriso nos lábios (muito típico do espírito natalício).
Dias antes fui a casa dos vizinhos de cima onde ainda está montada a minha árvore de Natal. Decidimos que como já faltam menos de 6 meses, o melhor é ficar já montada para a próxima ceia.
E para além disto tudo, ligo a televisão enquanto tomo o pequeno-almoço, e ouvem-se as vozes angelicais dos meninos dos coros de Natal.
Por momentos, breves momentos, sorri e sonhei. Hoje para mim é Natal.
E bateu cá dentro um coração cheio de saudades... já foram 2 anos longe do calor da família, não pode passar mais um ano sem que coma o bacalhau e o peru envolvida pelos braços daqueles que sinto demasiada falta. :)
Este ano estarei aí. Feliz Natal
Talvez tenha sido uma conjugação de factores, que me fizeram sentir o cheirinho no ar daquela típica manhã de véspera de Natal. Aquela manhã em que acordamos todas bem cedo, tomamos um duche e um pequeno-almoço rápido, pomos o leitor de cd ou o gira-discos a tocar aquelas músicas clássicas que já todos sabemos de cor. Aquela manhã em que decidimos qual de nós vai ajudar a mãe e qual vai ajudar a avó. :)
Hoje parecia-me esse momento em que tomo o pequeno-almoço antes de começar a preparar a ceia. E porque é que me parecia esse momento?
Acordei e estava frio, bastante frio. Mas estava sol, aquela luz no ar, aquele tom de azul no céu de inverno. O ar seco do aquecedor, os cães espreguiçam-se com aquela preguiça de inverno, eu levanto-me com um sorriso nos lábios (muito típico do espírito natalício).
Dias antes fui a casa dos vizinhos de cima onde ainda está montada a minha árvore de Natal. Decidimos que como já faltam menos de 6 meses, o melhor é ficar já montada para a próxima ceia.
E para além disto tudo, ligo a televisão enquanto tomo o pequeno-almoço, e ouvem-se as vozes angelicais dos meninos dos coros de Natal.
Por momentos, breves momentos, sorri e sonhei. Hoje para mim é Natal.
E bateu cá dentro um coração cheio de saudades... já foram 2 anos longe do calor da família, não pode passar mais um ano sem que coma o bacalhau e o peru envolvida pelos braços daqueles que sinto demasiada falta. :)
Este ano estarei aí. Feliz Natal
quarta-feira, setembro 09, 2009
Regresso de férias
Já voltei de férias há quase 2 semanas... muito muito tempo...
Souberam bem. Deu para descansar, estar com a família, com alguns amigos e ainda deu para fazer compras, que já não fazia a sério desde que tinha saído de Portugal.
Os reencontros que tive em PT foram muito bons e alguns foram mesmo saborosos, recuperando sabores de que gosto e que, mesmo sem saber, me faziam falta. E com isto falo nos ovos moles, nas queijadas de Sintra e no queijo fresco (sim, queijo fresco).
O regresso a Moz foi demasiado cedo para quem sente ainda muitas saudades, mas por outro lado, foi na altura certa. Quando se é expatriado temos de encontrar um equilíbrio no tempo de regresso a casa. Não pode ser de menos senão não descansamos, não vemos ninguém, não tratamos de tudo o que ficou pendente (bancos, finanças e afins); mas também não pode ser demais senão voltamos a entrar naquele ciclo do "está tudo na mesma". Temos de ficar o tempo certo para ver as pessoas que queremos, saber as novidades maiores, e ter um bocadinho de colo. Temos de regressar no dia em que não nos dói demais sair de PT nem nos bate a saudade do sítio novo onde vivemos - Moz.
Se calhar não me fiz entender muito bem, mas sei que praticamente todos os expatriados que conheço sentem o mesmo que eu. Aliás as nossas conversas antes, durante e depois das viagens de verão de emigrante, eram basicamente à volta deste tema.
Enfim... regressei. Não dormi nada no voo como já vem sendo hábito, e por isso fiquei com os horários todos trocados. Mas depois de umas horas de sono reposto voltei a entrar no ritmo normal.
Por aqui tudo se tinha aguentado e fui muito bem recebida no trabalho e pelos amigos. A minha casa está na mesma, e é a minha casa. Sabe bem regressar a este lar emprestado, cada vez mais meu.
Mas apesar de ter sido um regresso aparentemente fácil, tenho saudadinhas... muitas... e os telefonemas e mails (dos poucos que escrevo) estão carregados desse sentimento tão português.
Bem... mas adiante. O que fiz depois do regresso? Fui a Marloth Park, fiz uma apresentação sobre resíduos na FACIM (Feira Internacional de Maputo), e fui fazer um fim-de-semana de regatas a Chidenguele.
Sobre os passeios elaboro mais e vou colocar fotos... até porque vale mesmo a pena ver os sítios por onde andei.
Sobre a FACIM... nervosismo... muito stress... mas correu tudo bem.
Souberam bem. Deu para descansar, estar com a família, com alguns amigos e ainda deu para fazer compras, que já não fazia a sério desde que tinha saído de Portugal.
Os reencontros que tive em PT foram muito bons e alguns foram mesmo saborosos, recuperando sabores de que gosto e que, mesmo sem saber, me faziam falta. E com isto falo nos ovos moles, nas queijadas de Sintra e no queijo fresco (sim, queijo fresco).
O regresso a Moz foi demasiado cedo para quem sente ainda muitas saudades, mas por outro lado, foi na altura certa. Quando se é expatriado temos de encontrar um equilíbrio no tempo de regresso a casa. Não pode ser de menos senão não descansamos, não vemos ninguém, não tratamos de tudo o que ficou pendente (bancos, finanças e afins); mas também não pode ser demais senão voltamos a entrar naquele ciclo do "está tudo na mesma". Temos de ficar o tempo certo para ver as pessoas que queremos, saber as novidades maiores, e ter um bocadinho de colo. Temos de regressar no dia em que não nos dói demais sair de PT nem nos bate a saudade do sítio novo onde vivemos - Moz.
Se calhar não me fiz entender muito bem, mas sei que praticamente todos os expatriados que conheço sentem o mesmo que eu. Aliás as nossas conversas antes, durante e depois das viagens de verão de emigrante, eram basicamente à volta deste tema.
Enfim... regressei. Não dormi nada no voo como já vem sendo hábito, e por isso fiquei com os horários todos trocados. Mas depois de umas horas de sono reposto voltei a entrar no ritmo normal.
Por aqui tudo se tinha aguentado e fui muito bem recebida no trabalho e pelos amigos. A minha casa está na mesma, e é a minha casa. Sabe bem regressar a este lar emprestado, cada vez mais meu.
Mas apesar de ter sido um regresso aparentemente fácil, tenho saudadinhas... muitas... e os telefonemas e mails (dos poucos que escrevo) estão carregados desse sentimento tão português.
Bem... mas adiante. O que fiz depois do regresso? Fui a Marloth Park, fiz uma apresentação sobre resíduos na FACIM (Feira Internacional de Maputo), e fui fazer um fim-de-semana de regatas a Chidenguele.
Sobre os passeios elaboro mais e vou colocar fotos... até porque vale mesmo a pena ver os sítios por onde andei.
Sobre a FACIM... nervosismo... muito stress... mas correu tudo bem.
sexta-feira, maio 15, 2009
A chegada
Para os que sabem e para os que ainda não sabem, a minha mãe chegou bem, aliás muito bem e muito carregada de coisinhas boas para a filhota emigra que já tinha saudades dos miminhos de Portugal.
A mãe chegou, a filhota foi esperá-la ao aeroporto, claro está. Nos dias antes da chegada o inverno estava já a espreitar, mas no dia da chegada o sol brilhou e aqueceu como num qualquer dia de verão, para dar as boas vindas.
Depois de um abraço longo de meses de saudades, que emocionou outros que por ali andavam, metemo-nos no meu carro e devagarinho, bem devagarinho, para apreciar cada momento, fomos percorrendo as estradas cheias de gente, trânsito e alguns buracos, a caminho da cidade.
Algumas coisas iguais, algumas bem diferentes do que era antes...
"Sinto-me em casa" disse-me ao percorrer a marginal, "sinto que mesmo que fique muito tempo fora, quando volto, é como se nunca tivesse saído de cá". E eu respondi com um sorriso cúmplice de quem sente exactamente o mesmo, mas com tempos e vivências diferentes... Moçambique é assim.
Depois do breve passeio pela cidade, rumámos a casa para pousar as malas, almoçar e descansar um bocado.
E neste bocadinho de pausa abrimos desenfreadamente as malas para ver as prendinhas: chocolates (sim… porque adoro, porque tem de ser, porque como só um de vez em quando para poupar, daqueles que vêm de Portugal); biquíni novo (ideia da mana, e ainda bem porque ainda não fui à praia… e preciso de um para mergulhar nas águas do Índico); camisas lindas para o meu dia de anos (que ainda vai longe, mas já me imagino com elas… lindas); equipamento de vela (porque o que tinha aqui já se está a desfazer… mais uma vez obrigada à patrocinadora oficial a mana); queijinhos…. Hummm que hum…. Delícia… como adoro queijinho; Bolo de aniversário da mana (aquele que apaguei as velas pelo computador), de chocolate óptimo claro… adorei; uma caneca (porque a minha se partiu); o girassol que canta e dança só para mim (das amigas… a prenda de Cabo Verde); o disco externo (essencial por estas paragens… não sobrevivo sem ele); um quadro de Barcelona do Parque Guel (prenda da mana, claro); e o meu primeiro mp3, ou como o baptizei “a banda sonora da minha vida”, prenda das amigas lindas… cheias das músicas que enchem os meus dias…
Estava feliz, parecia uma criança, e ao mesmo tempo tive saudades… imensas saudades, lembrei-me de caras e mais do que isso de sorrisos e abraços, e enquanto sorria uma lágrima deslizou suavemente pela face… (suspiro)
A mãe chegou, a filhota foi esperá-la ao aeroporto, claro está. Nos dias antes da chegada o inverno estava já a espreitar, mas no dia da chegada o sol brilhou e aqueceu como num qualquer dia de verão, para dar as boas vindas.
Depois de um abraço longo de meses de saudades, que emocionou outros que por ali andavam, metemo-nos no meu carro e devagarinho, bem devagarinho, para apreciar cada momento, fomos percorrendo as estradas cheias de gente, trânsito e alguns buracos, a caminho da cidade.
Algumas coisas iguais, algumas bem diferentes do que era antes...
"Sinto-me em casa" disse-me ao percorrer a marginal, "sinto que mesmo que fique muito tempo fora, quando volto, é como se nunca tivesse saído de cá". E eu respondi com um sorriso cúmplice de quem sente exactamente o mesmo, mas com tempos e vivências diferentes... Moçambique é assim.
Depois do breve passeio pela cidade, rumámos a casa para pousar as malas, almoçar e descansar um bocado.
E neste bocadinho de pausa abrimos desenfreadamente as malas para ver as prendinhas: chocolates (sim… porque adoro, porque tem de ser, porque como só um de vez em quando para poupar, daqueles que vêm de Portugal); biquíni novo (ideia da mana, e ainda bem porque ainda não fui à praia… e preciso de um para mergulhar nas águas do Índico); camisas lindas para o meu dia de anos (que ainda vai longe, mas já me imagino com elas… lindas); equipamento de vela (porque o que tinha aqui já se está a desfazer… mais uma vez obrigada à patrocinadora oficial a mana); queijinhos…. Hummm que hum…. Delícia… como adoro queijinho; Bolo de aniversário da mana (aquele que apaguei as velas pelo computador), de chocolate óptimo claro… adorei; uma caneca (porque a minha se partiu); o girassol que canta e dança só para mim (das amigas… a prenda de Cabo Verde); o disco externo (essencial por estas paragens… não sobrevivo sem ele); um quadro de Barcelona do Parque Guel (prenda da mana, claro); e o meu primeiro mp3, ou como o baptizei “a banda sonora da minha vida”, prenda das amigas lindas… cheias das músicas que enchem os meus dias…
Estava feliz, parecia uma criança, e ao mesmo tempo tive saudades… imensas saudades, lembrei-me de caras e mais do que isso de sorrisos e abraços, e enquanto sorria uma lágrima deslizou suavemente pela face… (suspiro)
quarta-feira, abril 29, 2009
Mummy is coming to town
Lá para o fim da tarde embarca no aeroporto de Lisboa a minha mãe linda. 10 horas depois e muito continente africano sobrevoado vai aterrar aqui ao lado no aeroporto de Mavalane. Amanhã logo cedo vou saltar da cama cheia de energia e depois de um banhinho revigorante vou preparar as coisas todas (tudo o que seja possível preparar) e sigo depois para o aeroporto para a ir buscar.
Ao fim de 17 anos voltamos a estar as duas juntas outra vez em Moçambique. Muita coisa mudou... aliás, já nada é como era antes... ..... .....
Mas finalmente vamos estar aqui outra vez, e apenas 4 meses depois da minha saída de Portugal revejo e retomo uma parte de mim :)
Mummy que esta viagem de avião seja o início de uma nova magnífica aventura pelo "nosso Moçambique".
sexta-feira, abril 24, 2009
Avó mais linda do mundo
Querida avó, Mariana de seu nome, linda como o sol. No meu imaginário dou-te beijinhos todos os dias, mas ontem em especial "voei" para aí, para o teu colo, como se fosse menina, e enrolando os meus braços no teu pescoço, disse-te assim "Parabéns avó. Gosto muito de ti." O teu sorriso alargou-se e encheu a sala, a casa, a cidade, o mundo e o nosso coração.
Adoro-te Vózinha.
Mil beijinhos gigantes cheios de flores e Muitos Parabéns.
sexta-feira, abril 17, 2009
Skype
Subi as escadas a correr, entrei em casa, liguei o computador e de repente estava outra vez na sala de jantar da minha mãe, à volta da mesa, num jantar de família. O jantar de aniversário da minha irmã. Com o ecrãn e a webcam virados para a mesa, estive por alguns minutos à cabeceira da mesa, senti-me em casa, em família, senti-me lá, só faltou o cheirinho da comida e o suave toque dos beijos da face. Cantámos os parabéns, vi-te apagar as velas com a Francisca ao colo, cantámos outra vez os parabéns para os pequenitos, mas desta vez já não conseguia cantar. As lágrimas caiam pelas faces e os soluços prendiam-me a voz. Que saudades... tantas saudades... Gosto tanto de vocês... e sinto tanto a vossa falta.
Parabéns maninha
Adoro-te maninha, desejo que este ano seja um ano de "construções" na tua vida.
Um xiiii coração do tamanho do Mundo, com muito sol e calor.
domingo, abril 12, 2009
Parabéns Campeã - "é a minha irmã :)"
Rita Gonçalves Revalida Título
A Schröders Sailing Team, de Rita Gonçalves, revalidou o título de Campeã de Portugal Feminino de Match Racing. A prova, que decorreu em Leixões, teve organização do Yate Clube do Porto e da Federação Portuguesa de Vela.
A Schröders Sailing Team, de Rita Gonçalves, revalidou o título de Campeã de Portugal Feminino de Match Racing. A prova, que decorreu em Leixões, teve organização do Yate Clube do Porto e da Federação Portuguesa de Vela.

A Schröders Sailing Team, de Rita Gonçalves, sagrou-se Campeã de Portugal de Match Racing, batendo na final Marta Lobato por 3-0.
Rita Gonçalves revalidou o título de forma dominadora nunca dando hipóteses à sua adversária. Na disputa pelos 3º e 4º lugares, Margarida Cassiano superou Catarina Carvalho por 2-0.
Fonte: Federação Portugesa de Vela
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