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segunda-feira, junho 01, 2009
Pormenores
Aqui vão alguns pormenores de que nunca falo, alguns já fazem parte do dia-a-dia. Coisas simples que eu gosto, que me fazem ou fizeram feliz.
A tomar o tão famoso gin tónico ao pôr-do-sol no Hotel Cardoso, com vista para a baixa.
O sol que se põe tímido atrás do prédio dos 33 andares.
O tal gin tónico...
O rio Maputo já junto à baía de Maputo, vista sobre a Catembe com um pequeno barco tradicional que navega sozinho de regresso ao porto.
Mobílias de palha...
A vista ao longo da marginal... as casuarinas que "molham os pés" no mar
O meu carro na lavagem... enquanto almoço um petisco...
Capulanas ao vento na "Aldeia da Cultura"
Castanha de caju, amendoim, e as tampinhas de medida de várias cores para vários preços
O primeiro bolo feito cá em casa... Pão de ló, como não podia deixar de ser.
Água que se vendo nos suburbios... garrafas de plástico usada, vindas não se sabe bem de onde, cheias de água amarela... sobre um bidão velho de óleo, pousado gentilmente sobre uma lixeira no meio de um bairro de caniço...
Festinha
A minha festinha foi... espectacular :)
Juntei amigos de antes, daqueles de há 20 anos atrás, amigos de agora, amigos da família e a minha mãe.
Adorei, simplesmente adorei.
Podia ter sido melhor? sim podia... se estivessem cá algumas daquelas pessoas que me fazem falta... não digo nomes porque vocês sabem bem quem são.
Senti a vossa falta. Mas sorria ao lembrar-me de todos.
O meu bolo devia ter à volta de 7 a 8 kg... não esperava que fosse tão grande... com 1 palmo de altura (sem exagero). Acho que o que sobrou era a vossa parte, a parte dos que apesar de ausentes, estiveram muito presentes.
Um beijinho grande para todos
Juntei amigos de antes, daqueles de há 20 anos atrás, amigos de agora, amigos da família e a minha mãe.
Adorei, simplesmente adorei.
Podia ter sido melhor? sim podia... se estivessem cá algumas daquelas pessoas que me fazem falta... não digo nomes porque vocês sabem bem quem são.
Senti a vossa falta. Mas sorria ao lembrar-me de todos.
O meu bolo devia ter à volta de 7 a 8 kg... não esperava que fosse tão grande... com 1 palmo de altura (sem exagero). Acho que o que sobrou era a vossa parte, a parte dos que apesar de ausentes, estiveram muito presentes.
Um beijinho grande para todos
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Uma equipa fantástica
A minha equipa aqui em Maputo tem-me surpreendido a cada dia que passa. Ao completar uma semana e meia da minha chegada, o balanço do relacionamento com todos eles tem sido positivo, e há alguns momentos que acho tão importantes, por serem simples e sinceros, que tenho de partilhar convsco.
O encarregado, o meu braço direito operacional (como o chamei um dia), mais conhecido por comandante, por já ter sido sargento das tropas portuguesas na época do ultramar, é uma pessoa grande e impõe respeito. Com ele tive já 2 episódios muito marcantes que tenho que relatar.
No meu 3º dia de trabalho, quando fazia a minha apresentação ao 3º e último grupo de recolha, ele apresentou-me assim “esta é a nossa chefe, é a nossa mãe”. As lágrimas quase me vieram aos olhos, mas controlei-me, e passo a explicar porquê: aqui a maior expressão de respeito que se pode ter por uma mulher é chamá-la de mãe, pelas ligações muito fortes que têm culturalmente com a família, e eu sabia disto, e por saber disto não esperava que me viessem a ter em tão elevada consideração tão cedo. Foi bom… foi muito emocionante… coisas como esta tiram-nos as palavras, tiram-nos o chão. J
Hoje, voltou a surpreender-me ao dizer-me que me queria oferecer uma pulseira feita por si, e que esperava que a minha mãe chegasse rápido a Maputo para fazer-lhe uma pulseira a ela também. E explica-me assim “é que eu trabalho bem marfim”. J Já lhe expliquei que só uso madeira, não uso marfim, porque prefiro vê-lo nos elefantes vivos do que nos meus braços, mas o orgulho nos olhos deste homem ao dizer-me que é artesão e que sabe fazer mais do que o que já me mostrou, é tão grande…
Entretanto vão surgindo surpresas de outros lados. A secretária trouxe-me uma manga, linda vermelhinha, cheirosa, como só as mangas de cá sabem ser, colhida do seu quintal na Matola, “achei que ia gostar” disse-me, e eu sorri babada porque adoro manga. Um doce…
Hoje o responsável da contabilidade saiu para tratar de milhares de assuntos na rua e quando chegou veio fazer o ponto de situação e para acompanhar trouxe um saquinho de amendoim torrado em areia, daquele que eu adoro e morria de saudades… vocês sabem o que isso é? Hummm é muito bom… delícias.
Como fazia em Cabo Verde decidi que logo que tenha casa vou passar a trazer os meus bolinhos caseiros para aqui também, alguns de vocês sabem que aos domingos gosto de fazer bolos, pois estes meus colegas vão ter à 2ª feira um contributo para a engorda não tarda muito, espero eu (só falta a casa e forno).
O encarregado, o meu braço direito operacional (como o chamei um dia), mais conhecido por comandante, por já ter sido sargento das tropas portuguesas na época do ultramar, é uma pessoa grande e impõe respeito. Com ele tive já 2 episódios muito marcantes que tenho que relatar.
No meu 3º dia de trabalho, quando fazia a minha apresentação ao 3º e último grupo de recolha, ele apresentou-me assim “esta é a nossa chefe, é a nossa mãe”. As lágrimas quase me vieram aos olhos, mas controlei-me, e passo a explicar porquê: aqui a maior expressão de respeito que se pode ter por uma mulher é chamá-la de mãe, pelas ligações muito fortes que têm culturalmente com a família, e eu sabia disto, e por saber disto não esperava que me viessem a ter em tão elevada consideração tão cedo. Foi bom… foi muito emocionante… coisas como esta tiram-nos as palavras, tiram-nos o chão. J
Hoje, voltou a surpreender-me ao dizer-me que me queria oferecer uma pulseira feita por si, e que esperava que a minha mãe chegasse rápido a Maputo para fazer-lhe uma pulseira a ela também. E explica-me assim “é que eu trabalho bem marfim”. J Já lhe expliquei que só uso madeira, não uso marfim, porque prefiro vê-lo nos elefantes vivos do que nos meus braços, mas o orgulho nos olhos deste homem ao dizer-me que é artesão e que sabe fazer mais do que o que já me mostrou, é tão grande…
Entretanto vão surgindo surpresas de outros lados. A secretária trouxe-me uma manga, linda vermelhinha, cheirosa, como só as mangas de cá sabem ser, colhida do seu quintal na Matola, “achei que ia gostar” disse-me, e eu sorri babada porque adoro manga. Um doce…
Hoje o responsável da contabilidade saiu para tratar de milhares de assuntos na rua e quando chegou veio fazer o ponto de situação e para acompanhar trouxe um saquinho de amendoim torrado em areia, daquele que eu adoro e morria de saudades… vocês sabem o que isso é? Hummm é muito bom… delícias.
Como fazia em Cabo Verde decidi que logo que tenha casa vou passar a trazer os meus bolinhos caseiros para aqui também, alguns de vocês sabem que aos domingos gosto de fazer bolos, pois estes meus colegas vão ter à 2ª feira um contributo para a engorda não tarda muito, espero eu (só falta a casa e forno).
domingo, dezembro 28, 2008
Momento de Relax
Enquanto faço as malas (sim... já comprei as malas... um monte de malas, todas do mesmo conjunto, para condizer!!!), e porque não tenho tempo para escrever nada de jeito e tudo o que poderia escrever só ia provar que estou a ficar stressada... o costume... nada mais do que o normal a 1 semana da partida... Decidi que o melhor era recuperar um momento que me faz sempre rir e descontrair um bocadinho Mahnamahna.
Beijinhos para todos, boa semana e um óptimo ano de 2009.
Beijinhos para todos, boa semana e um óptimo ano de 2009.
terça-feira, dezembro 23, 2008
Finalmente Férias
E depois de um ano inteirinho a bulir que nem um mouro, lá me fiz à estrada e tive direito ao meu lugar ao sol e às tão merecidas férias...
Não posso dizer que foram umas grandes férias, nem que foram longe, sem interrupções, nem mesmo que deram para esquecer o trabalho... mas mesmo assim foram férias.
Na segunda-feira fui logo de manhã cedo à empresa (à nova empresa, mas à sede em Lisboa, não à empresa em Maputo) para ver se estava tudo em ordem. Ora pensava eu que estaria lá das 9h às 10h no máximo, mas era preciso ver isto e mais aquilo, levar este ficheiro, analisar o outro, falar com este e com o outro, fazer umas continhas, analisar o contrato... enfim... quando dei por mim eram 20h e já estava com umas olheiras demasiado grandes para me meter a fazer 300km que ainda me faltavam para o descanso do guerreiro.
Viagem adiada para o dia seguinte... isto já não estava a correr nada bem... menos 24h do que estava planeado, lá segue a comitiva no Toyota rumo ao Algarve. Destino final - Vale do Lobo... o nosso paraíso de descanso no mês de Dezembro.
Os nossos dias eram passados, basicamente assim: levantar tarde, sem despertadores, tomar banho com água escaldante, embaciar a casa de banho (cada uma tinha a sua... um luxo), tomar o pequeno almoço na varanda ao sol, andar sempre de t-shirt, sempre de calças de ganga, sempre com as botas de caminhada desapertadas, com o boné na cabeça e óculos de sol. Saída para um passeio a pé pelo empreendimento, pela praia, pela ria... o que quiséssemos. Apanhar sol e mais sol. Regresso a casa, almoçar aquelas coisas deliciosas que comprámos no meu supermercado preferido, gourmet do melhor que há (e do mais caro também) - o famoso Apolónia, que é de ir lá controlar bem a carteira e os impulsos consumistas, ou então arriscamo-nos a ficar sem 500€ de uma só ida às compras. À tarde, mais passeio, ler um livro, lanche, dormir, descansar, jogar às cartas, apanhar sol, ouvir música... era mesmo o que quiséssemos.
Passaram-se assim os dias, no bem bom, a descansar e a curtir o céu azul do nosso país, o calor... a paz.
Antes da partida estas férias serviram não só para descansar, mas também para reunir a família, para festejar o aniversário da minha mãe, e para mais uma vez reforçarmos os laços que nos unem tão firmemente. Esta tradição recente de ir para lá na semana do aniversário está a saber-nos muito bem, já está a fazer parte de nós, tanto que para o ano, se continuar lá fora terei de vir cá dentro para não quebrar a tradição.
Não posso dizer que foram umas grandes férias, nem que foram longe, sem interrupções, nem mesmo que deram para esquecer o trabalho... mas mesmo assim foram férias.
Na segunda-feira fui logo de manhã cedo à empresa (à nova empresa, mas à sede em Lisboa, não à empresa em Maputo) para ver se estava tudo em ordem. Ora pensava eu que estaria lá das 9h às 10h no máximo, mas era preciso ver isto e mais aquilo, levar este ficheiro, analisar o outro, falar com este e com o outro, fazer umas continhas, analisar o contrato... enfim... quando dei por mim eram 20h e já estava com umas olheiras demasiado grandes para me meter a fazer 300km que ainda me faltavam para o descanso do guerreiro.
Viagem adiada para o dia seguinte... isto já não estava a correr nada bem... menos 24h do que estava planeado, lá segue a comitiva no Toyota rumo ao Algarve. Destino final - Vale do Lobo... o nosso paraíso de descanso no mês de Dezembro.
Os nossos dias eram passados, basicamente assim: levantar tarde, sem despertadores, tomar banho com água escaldante, embaciar a casa de banho (cada uma tinha a sua... um luxo), tomar o pequeno almoço na varanda ao sol, andar sempre de t-shirt, sempre de calças de ganga, sempre com as botas de caminhada desapertadas, com o boné na cabeça e óculos de sol. Saída para um passeio a pé pelo empreendimento, pela praia, pela ria... o que quiséssemos. Apanhar sol e mais sol. Regresso a casa, almoçar aquelas coisas deliciosas que comprámos no meu supermercado preferido, gourmet do melhor que há (e do mais caro também) - o famoso Apolónia, que é de ir lá controlar bem a carteira e os impulsos consumistas, ou então arriscamo-nos a ficar sem 500€ de uma só ida às compras. À tarde, mais passeio, ler um livro, lanche, dormir, descansar, jogar às cartas, apanhar sol, ouvir música... era mesmo o que quiséssemos.
Passaram-se assim os dias, no bem bom, a descansar e a curtir o céu azul do nosso país, o calor... a paz.
Antes da partida estas férias serviram não só para descansar, mas também para reunir a família, para festejar o aniversário da minha mãe, e para mais uma vez reforçarmos os laços que nos unem tão firmemente. Esta tradição recente de ir para lá na semana do aniversário está a saber-nos muito bem, já está a fazer parte de nós, tanto que para o ano, se continuar lá fora terei de vir cá dentro para não quebrar a tradição.
segunda-feira, abril 04, 2005
Bolo de Natas
Susy a tua receita é óptima.
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Problema - têm de se bater as claras em castelo... ai o meu braço...
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Para não comer tudo dei praticamente metade aos filhos da Paula (Srª que faz as limpezas lá em casa)
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