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domingo, julho 18, 2010

quarta-feira, novembro 04, 2009

O Acidente

Na 2ª feira da semana passada tive um acidente de carro.
Tinha ido de manhã à África do Sul com um motorista de pesados e um responsável da manutenção das viaturas, para ir buscar um camião que tinha ido para reparação. Teoricamente chegávamos a Nelspruit (que entretanto mudou de nome para Mbombela) e depois de almoçar iniciávamos a viagem já com o camião atrás do meu carro. Mas como na empresa só fizeram metade do que estava programado acabámos por esperar 3 horas para a viatura estar pronta. Neste tempo decidi ir comer ao 1º Mac Donalds que aqui na zona (já fui lá duas vezes… o vícios são difíceis de largar). Fui depois ao Mall (Riverside Mall – o antro de perdição para pessoas loucas por fazer compras…) é gigante e para quem não tem muita paciência para ir para sítios fechados barulhentos e cheios de gente, como eu, é quase um martírio ir lá. Mas acabei por aproveitar para comprar algumas coisas que me faziam falta lá em casa e que ainda não tinha tido tempo para ir comprar.
Enchi a bagageira do carro, e com os 2 funcionários voltámos às oficinas onde fizemos nova inspecção da viatura. Tudo em ordem, ou aparentemente em ordem, meti-me no carro com o camião a seguir-me de perto porque era eu que sabia o caminho (mal… mas ainda assim sabia-o).
Já estava escuro quando saímos da cidade (aqui está a escurecer por volta das 18h), e a estrada cheia de carros impedia-nos de seguir a mais de 80 km/h. Fizemos tranquilamente o caminho de 2 h até à fronteira, tratámos das papeladas todas do lado sul-africano e depois do lado moçambicano, e seguimos viagem.
Para quem não conhece a N4, estrada nacional que faz a ligação Maputo-Nelspruit, explico que não passa por povoação nenhuma até chegarmos quase às portas de Maputo. É só mato e mais mato. Sem iluminação na estrada e com muitos camiões e carros a circularem sem luzes. Mas esta noite até estava calma, quase não passavam carros por nós.
Já a meio do caminho íamos a 100 km/h, nada demais quando o limite é 120… eu à frente o camião atrás, felizmente bem atrás. Uma pick-up inicia a ultrapassagem ao meu carro e quando estava ao meu lado surge no meio da via em sentido contrário um homem a pé. Eu só o vi quando estava a menos de 20 m de nós. O carro que me ultrapassava, travou mas não o suficiente, e teve que guinar o volante perdendo o controlo do carro, para não atropelar o homem. Ao perder o controlo bate de lado na parte de trás do meu carro e… bem… o meu carro perdeu o contacto com o piso, saiu disparado para a faixa contrária em direcção ao mato e à valeta que não existe. Percebi imediatamente que se saísse da estrada corria sérios riscos de capotar devido ao desnível. Agarrei-me ao volante e numa cena quase de filme tentava controlar o carro impedindo-o de fazer piões completos. Consegui fazer 3 meios piões, num dos quais fiquei de frente para o camião que me seguia. Consegui voltar a virar noutra direcção, vi pelo espelho retrovisor a pick-up a cair de lado na beira da estrada, e em segundos consegui também imobilizar o meu carro, já fora da estrada.
Parei, respirei fundo… está tudo bem. O funcionário que me acompanhava saiu a correr do carro, eu desliguei o motor e tirei a chave, procurei o telemóvel que entretanto tinha voado juntamente com tudo o que estava solto no carro. Ainda a fechar o carro comecei a fazer as chamadas a pedir auxílio. Procurei o homem que se tinha atravessado na estrada, mas não havia sinal dele. Fui ter com o condutor do outro carro que entretanto saía da viatura virada de lado. Estamos todos bem…
Só na manhã seguinte quando acordei é que me apercebi do perigo que isto foi, podia ter corrido tudo muito mal, mas felizmente correu bem. Não capotei (se isso tivesse acontecido provavelmente não estava aqui hoje), ninguém se magoou (nem um arranhão), e os carros saíram a andar sozinhos… nem sei muito bem como…
Valeu-me o telemóvel, a ajuda de quem passava e de alguns amigos que me apoiaram nas horas e dia seguinte.
Estes últimos dias tenho andado muito zen… ou perto disso. Estou contente por estar bem… e penso nas pequenas coisas que me fazem bem… todas elas muito mais importantes do que a correria do dia-a-dia… Tempo de balanço mais uma vez… E depois desta continua-se em frente com mais força e mais cuidado, com um sorriso nos lábios por, tão simplesmente, ver o sol nascer, mais uma vez.

terça-feira, outubro 06, 2009

Marloth Park mais uma vez

Na África do Sul, ao lado do Krugger Park e a cerca de 1h30 da cidade de Maputo, existe um sítio que tem enchido os meus olhos de savana e o meu espírito de paz. Este sítio chama-se Marloth Park e aqui vive-se no meio dos animais.







sábado, maio 16, 2009

God's Window

No segundo dia seguiu-se o provérbio "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer", acordámos sem o despertador, cada um a seu ritmo, mas todos muito antes das 8h da manhã, e cheios de energia para mais um dia diferente.
Fizémo-nos à estrada subindo para Sabie e tomando depois do rumo de Graskop. Aqui subimos um bocadinho mais para espreitar à Janela de Deus (God's Window). A paisagem de savana já havia ficado para trás e nesta zona o verde dominava já o horizonte e o cheiro a fresco invadia as narinas. A Janela de Deus tem realmente uma vista fantática sobre o mundo, uma vista superior, de um sítio tranquilo, onde parece que os problemas não chegam e só a paz invade este lugar.
Depois de espreitar à "janela" subimos para o "telhado" atravessando uma pequena "rainsforest" cheia de ar puro e pequenos raios de sol que escapam por entre as copas das árvores.
O cenário é deslumbrante, e o percurso pequeno rapidamente nos leva a uma varanda sobre as terras cultivadas que se vêm lá muito em baixo... fascinante. Saímos daqui um bocado contrariados, mas os meus pés quentes da caminhada pediam um banho nas águas geladas dos Potholes, para onde seguimos de imediato. É impressionante ver como a água escavou a rocha e fez pequenos vasos, recantos, caminhos, talhados com precisão e mestria nas rochas sedimentares de váras cores.
Caminhando com os pés molhados de água fria sobre a rocha quente dirigi-me ao carro... estava na hora de almoçar.
Parámos numa terrinha simpática, onde se vende imenso artesanato, mas onde também se produz seda... daquela verdadeira do bichinho da seda... e dela se fazem ali mesmo ederdons, lençóis, roupa, lenços... o que se quiser... tudo do mais suave e requintado... um prazer ao toque e um pecado para a carteira.
Depois de repostas as energias e escapando por minutos à chuvada que caiu na região, o carro rumou agora para Pilgrim's Rest, antiga cidade mineira que conservou todos os seus edifícios e características, tornando-se assim num ponto de atracção turística bem diferente do normal. ´
Ao fim da tarde, com o por-do-sol a comandar o fecho do dia, voltámos para "casa" em Nelspruit, onde fizémos um balanço deste dia e preparámos o que ainda estava para vir.

Krugger em imagens

Morcegos em Skukuza
Hipopótamos a tomar banhos de sol
O búfalo chefe da grande manada de búfalos... olha fixamente nos olhos enquanto morde um bocadinho de capim
O grande rei da savana... majestoso elefante
... e quem vos disse que podiam estar no meu caminho???
Família de zebras olha curiosa para os turistas
Cavalinho, cavalinho.... zebrinha bébé
Boi-cavalo ou wild beast
Galinhas do mato em fila indiana
Babuínos na hora de descanso
Hipopótamos a banhos
Crocodilos andam por lá para lhes coçar as costas
Rinoceronte branco... ali mesmo ao lado... brutal
Hiena descontraída passeia-se sem nos ligar nenhuma
Este foi o primeiro Rino do dia de São Rino
Kudu olha curioso para nós (imponente este bichinho)
Tartaruga passeia-se devagar...
ao lado das veloses Impalas que pastam capim bem alto, um pouco por todo o lado

sexta-feira, maio 15, 2009

12 h de bichos

Fim-de-semana grande com a mãe cá significa 3 dias de passeio por terras de África, mais precisamente South Africa.
Saímos de Maputo na 5ª feira ao fim da tarde, mas já estava escuro como breu. Os viajantes eram 5, dos quais 3 antigos colegas de liceu e 2 descendentes (eu, claro, e a S.), 3 mulheres e 2 homens. Apesar de os homens irem à frente, a ala da retaguarda revelou-se desde cedo a ala responsável pela navegação, orientações e algumas histórias engraçadas que resultaram em gargalhadas bem dispostas de todos os viajantes.
2 horas de viagem, 2 postos de fronteira, comemos qualquer coisita no único restaurante/pub aberto de Komatiport, e fomos cedinho para a cama. Dormimos num lodge à porta do Krugger Park, onde mesmo à beirinha se passeiam animais daqueles mesmo selvagens... junto ao Crocodile River (achei que ficava mais emocionante em inglês).
Acordámos às 3:45h da manhã e às 4:15h já estávamos a entrar no parque para fazer o passeio da madrugada, guiado pelo motorista Mr. Wonderful
Na carrinha tipo jipe gigante, totalmente aberto, 3 alminhas enrolaram-se em cobertores de lã e só com o nariz de fora olhavam a escuridão à procura de olhos que brilhassem com o passar das lanternas. Vimos muitas Impalas (como não podia deixar de ser), e já ao nascer do sol 1 girafa. Eram 6h e estávamos a ficar desanimados quando começa a festa: um rinoceronte a atravessar a estrada, um outro a marcar território, outro a virar as costas e a ir embora; um monte de zebras e mais à frente bois-cavalo (wildbeast); 1 Kudu, 2 Kudu, 3 Kudu (de vários tamanhos e feitios); 1 elefante gigante que avança ameaçador para nós, outro que passa tranquilo para derrubar uma pequena árvore; hipopótamos no lago a espreguiçar, na margem espreitam os olhos de 2 crocodilos e lá ao fundo umas impalas bebem água enquanto 2 girafas comem folhinhas tenras do topo das árvores; seguimos em perseguição de uma família de 8 leões mas já não estão lá, depois em perseguição de uma família de 18 leões, mas tudo o que vemos são manadas de herbívoros a fugir deles e no meio da confusão consigo distinguir a cauda de uma leoa adulta... hummm leões hoje não há... Já a regressar ao carro para seguirmos a viagem pelos nossos meios, vemos mais 3 rinocerontes em conferência enquanto outros 2 se aproximam... "hoje é dia de Sto Rino". Trocámos de carro e vamos lá a andar com isto. No primeiro cruzamento estacámos para deixar passar uma manada gigante, magnífica, brutal de mais de 100 búfalos....
E o dia não acabou por aqui... mais girafas, macacos, babuínos, mais 1 leoa, famílias de elefantes e de hipopótamos, mas leopardos que eu queria... nicles, nem vê-los
Para quem não sabe ver tantos rinocerontes e tantos búfalos é muito muito raro. Rinocerontes juntos, assim tantos (5) raríssimo, e manadas gigantes de búfalos, só mesmo quase nos filmes (e nós fizemos o nosso filme claro)
Atravessámos o parque, almoçámos por lá e fizemos as compras do costume nas lojinhas de souvenirs, ao fim da tarde rumámos a Nelspruit pela estrada que atravessa extensíssimos campos de bananeira, pinhal e depois eucaliptos, até perder de vista, lagos interiores pelo meio... a certa altura parecia o norte da Europa. Este país é verdadeiramente outro mundo.

sexta-feira, março 06, 2009

Picar o ponto

Continuo à espera do meu DIRE (Documento de Identificação de Residente Estrangeiro), aquele livrinho azul que me vai permitir sentir um bocadinho mais em casa, menos "outsider". Enquanto ele não chega tenho que "picar o ponto" de 30 em 30 dias, e isto significa ir á fronteira carimbar o visto para renovar a minha estadia em Moçambique. Da primeira vez fui durante o fim-de-semana, aquele das fotografias do Kruger Park, mas desta vez, como estou com muito pouco tempo fui e vim numa tarde durante a semana.
Saí de Maputo às 12h00, rumo à Matola, pelo caminho aproveitei para resolver mais uma questão do trabalho (tenho que fazer render o tempo). Da Matola rumo "sempre em frente" para Ressano Garcia, onde está a fronteira. Passo o lado de Moçambique e depois de carimbar passaporte, dar saída do carro, comprar papéis e carimbar os mesmos já preenchidos, sigo nos 500 m da terra de ninguém e paro novamente na fronteira da África do Sul. Aqui os procedimentos são basicamente os mesmos, mas fala-se inglês.
Passadas as formalidades, pé a fundo no acelerador, mas sempre a cumprir limites de velocidade que eles aqui multam mesmo. Paro só em Melalane para comprar umas coisitas no supermercado local e para comer num restaurantesito (o único agradável, ou pelo menos com ar disso, de toda esta região). Acabo as comprinhas que dão algum conforto ao lar e faço-me à estrada de volta para Maputo.
O sol começa a pôr-se discreto, olho pelo espelho retrovisor e uma paz começa a invadir-me. A estrada tem este efeito em mim, e o sol...
Mesmo as viagens de picar o ponto têm o seu quê de beleza, e nesta captei um bocadinho da energia positiva que carregou as minhas baterias nestas fotografias. Um pôr-do-sol em África.Para vocês. Lembrei-me dos pores-do-sol que partilhei convosco.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Kruger Park

A completar 1 mês de estadia em Moçambique e ainda sem ter o DIRE que me permite apresentar como residente, precisava de sair do país para renovar o visto no passaporte. A viagem à fronteira estava decidida e planeada para o fim-de-semana passado e para juntar o útil ao agradável, passei para território da vizinha África do Sul e fui re-explorar o Kruger Park, reserva natural.
Como já todos sabem, não gosto de pagar para ter facilidades de tratamento e por isso estive na fronteira do lado de Moçambique durante horas na fila a ver os outros meter o dinheiro nos bolsos dos traficantes de influências. Vezes sem conta vieram ter connosco a propor negócio, dizendo que podiam ajudar a passar rápido e que por sermos muito claros não era bom estarmos ao sol porque apanhávamos um escaldão. E os outros não têm tanto direito como nós? estava muito indignada, a sério... Iniciámos uma revolução e acabámos, pelo menos temporáriamente, com o negócio do guarda que supostamente evitava os fura-filas na entrada. Naqueles minutos em que tomámos nós o controlo da porta apoiados por uns quantos que se juntaram ao protesto, de todas as classes sociais e nacionalidades, o guarda deixou de receber uns trocos e deixaram de nos passar à frente, e finalmente conseguimos entrar. Lá dentro era uma sauna... preenche papel aqui, paga ali, mostra passaporte acolá, empurra de um lado, chega para o outro e finalmente sai.
Passamos para a terra de ninguém. Seguimos para a fronteira sul africana, aqui ninguém fura a fila, um tenta, mas é burro porque tentou à minha frente como tinha feito do lado moçambicano... ia sendo chacinado ali mesmo pela revolta popular.
Vistos os passaportes e preenchidos os papéis do carro é hora de seguir, olhamos o relógio, passam 3,5h desde que iniciámos a saga da fronteira... temos dia praticamente estragado. Prego a fundo siga para o Kruger que é quase hora de almoço e os animais devem estar todos a descansar.
Já meios desanimados achámos que não íamos ver nada, mas para meio dia de passeio no parque, durante a época da vegetação verde cerrada, o resultado não foi nada mau. E aqui estão as fotos para comprovar. No meio da savana agora verdejante e densa em plena época das chuvas, zebras e impalas comem tranquilamente à beira da estrada.
Abutres numa árvore despida. Tantos juntos num só sítio só pode significar uma coisa, aqui há uma carcaça e provávelmente ainda está por perto o grande predador.
Não falhámos, o grande rei da selva, o leão. E que grande leão, um macho adulto de grande porte, o maior que jamais vi, espetacular. Passeia-se serenamente afastando a cada passo os herbíveros que estavam nas redondezas.
Não me lembro do nome verdadeiro deste, mas para mim é um javali e não se vêm os filhotes mas estão lá, escondidos pelo capim alto.
À beira do lago dois passarinhos pernaltas arranjam a penugem.
Ao almoço os passarinhos tecelões (não tenho bem a certeza do nome) roubam-nos a comida do prato, aqui para além de enxotar as moscar tenho de enxotar pássaros.
Emergindo do lago uns olhinhos espreitam, mais à frente ergue-se mesmo uma cabeça e depois o dorso de um enorme hipopótamo, só lhe faltou mesmo abrir a bocarra enorme para a fotografia... pronto fica para a próxima, não se pode pedir tudo, não é?
À beirinha da estrada a 2 passos de mim olho para o lado e .... susto.... um elefante juvenil. Para ele sou-lhe indiferente e o carro também, continua a comer tranquilamente como se eu não existisse.
Mais à frente este já não está tão contente, abana vigorosamente as orelhas e dá 2 passos em direcção a nós. Ok amigo, percebemos a mensagem. Ficamos parados e aguardamos. Afinal eles têm uma cria ali no meio... não a consegui fotografar mas era tão mini...
Já mais calmo o elefante mantém-nos debaixo de olho enquanto o resto da família se embrenha na savana, só depois de estarem todos a salvo é que ele também segue a sua vida e nos deixa seguir o nosso caminho.
Travagem a fundo, travessia de peões mal assinalada, o que vale é que só se pode andar a 50 km/h, esta impala atravessou sem olhar. Lindo, não é?
E agora temos de esperar que acabe a macacada... uma família inteirinha de babuínos deciciu literalmente descer da árvore e vir fazer macacadas para o meio da estrada. Rebolam, saltam, brincam, catam-se, dão de mamar às crias, deitam-se no asfalto, sentam-se a olhar para nós, andam ao nosso lado e até acasalam... que pouca vergonha, já não há respeito. Ao fim de uns minutos e dos bébés do grupo terem feito as passagens todas de modelo para a fotografia, lá vão desimpedindo a estrada e a custo conseguimos passar.
Agora chegámos ao "bed & breakfast" das impalas, estas duas descansam, mas ao lado estão 3 a comer... vida de impala é difícil...
Galinha do mato. Conhecem? preta com pintinhas brancas, forma esquisita, cabeça careca azul e com crista pequena vermelha. É uma galinha com muita pinta.
Ao almoço as vistas e a companhia não podia ser melhor... lá ao fundo aqueles montinhos junto da margem do rio são uma família de hipopótamos a almoçar... hummm tá-se bem.
Entretanto surge um amigo de longa data e que tinha andado desaparecido, o Búfalo. Come umas ervinhas e depois vai a banhos, fica de molho o almoço todo e despede-se antes de seguir a sua vida.
E finalmente eu na despedida. De binóculos na mão, sentada na varanda a olhar para uma vista deslumbrante sobre a savana, o rio desliza ali em baixo e os animais passeiam aqui ao lado. Não há vedações, não há barulho, só tranquilidade. Era capaz de ficar aqui no coração de África, na África do meu coração.