Escrevo a história do meus 34º aniversário, porque não quero nunca esquecer-me destes dias. Todos os meus aniversários têm sido especiais e lembro de cada um deles. Mas nunca me tinha acontecido, durante o meu aniversário lembrar-me tão claramente dos outros aniversários... dos amigos que estiveram aqui e dos que não puderam estar.
Cada aniversário é especial, e é uma oportunidade única de nos sentirmos rodeados de felicidade e carinho, abraçados pelos braços da amizade. Sim, cada aniversário é especial, mas este ainda mais, porque num único aniversário recordei-me de todos os outros, por isso foi um aniversário onde estiveram todos presentes :) mesmo os ausentes...
O aniversário começou na sexta-feira no momento em que entrei no carro da minha grande amiga P.. Éramos 4, eu apenas conhecia a P. mas ao fim de uns 100 km já cantávamos alto e bom som, com muito movimento, as músicas boas e não tão boas, que nos fazem recordar, sorrir e cantar.
Já na Swazilândia o frio começou a apertar e por cima da blusa de alças fui vestindo casacos, enrolei o lenço ao pescoço e já à entrada do festival Bushfire esperámos um outro grupo de amigos com quem tínhamos combinado ir jantar.
Àquela hora só um sítio ainda tinha comida, o Royal Swazi Hotel. Para aquecer pedimos uns shots de Kahula, Amarula e natas, era já quase meia-noite e a comida veio acompanhada de um bom vinho. A conversa e risadas fluíam com uma naturalidade quase surpreendente.
Pensei que já que me estava a mimar com a presença de amigos, estes e os que vim a encontrar ao longo do fim-de-semana, achei por bem mimar-me a sério para o meu fim-de-semana de aniversário.
O Hotel estava cheio, nós tínhamos reservado umas casinhas num lodge no meio de um parque natural, mas com aquele frio todo lá fora e o conforto do Royal Swazi Spa, achei melhor ver se conseguia arranjar um quarto. E depois de alguma conversa, o bláblá de que faço anos, etc etc, consegui um quarto e ainda por cima a metade do preço no Lugogo Hotel (mesmo ao lado e que é do mesmo grupo do Royal). Alguém tinha cancelado uma reserva à última da hora.
Quando chego ao quarto tenho um dilema... em qual das 2 camas de casal me havida de deitar :) Há pessoas com sorte, eu sei, e acho que fui uma delas.
Não dormi muito mas o suficiente para deixar o stress da semana de trabalho para trás. Acordei mesmo a tempo do pequeno-almoço gigantesco, tomei banho e vesti-me.
Era sábado dia, dia de festival.
Fui ter com o resto dos amigos ao Royal, aproveitei para comprar um gorro de lã e um cachecol, e assim fiquei equipada para o frio da noite de festival (frio a sério acho que chegámos a ter 7ºC).
Fomos almoçar ao Calabash, onde já não ia há 22 anos, desde que era pequenina. Entro na sala e vejo uma mesa grande lá ao fundo e praticamente todos os meus amigos (dos que foram ao festival) estavam lá, para me dar um beijinho no último dia dos 33 anos e começarmos a festejar os 34 logo ali.
Éramos mais de 30 :), seríamos 34? talvez.
Comemos da melhor carne, entradas fabulosas e no fim um bolo de chocolate divinal que deu para todos. As velas não apagavam apesar da minha determinação em as apagar. Eram daquelas velas chatas que não param de acender outra vez.
No fim do bolo uma rodada de shots, de uma qualquer coisa demasiado alcoólica, e transparente. Depois do shot é que vimos que era o álcool que estava dentro de uma garrafa com cobras e lagartos em conserva :) um bocadinho melhor do que o que bebemos no Vietnam ;)
Tive direito à sempre única música dos parabéns que este ano foi mais ou menos assim "Parabéns a você, Só amanhã!, Nesta data querida, Só amanhã!,...." foi muito bom :)
Saímos do restaurante e fomos para a House on Fire onde decorre o festival Bushfire. Um espaço ao ar livre com construções estranhas de uma mente criativa completamente louca, mas fenomenal. O espaço é mesmo espectacular.
O ritmo da festa eram as músicas do mundo, com um toque muito especial de África. Bons concertos, boa onda, boa gente, muitos sorrisos, abraços e mimos dos amigos que rodeavam. O calor humano era tanto que só ao fim de umas horas tive frio suficiente para vestir o casaco. Gritei, saltei, dancei e cantei... adorei :)
Quase perto da meia-noite consegui comer um hot-dog daquelas salsichas sul-africanas que detesto, mas como há alturas que não vale a pena ser esquisita.
Rapidamente esqueci os apertos da fila da comida (a comida acabou nas outras barraquinhas), esqueci a fome e com a música de fundo recebi abraços e beijinhos dos amigos que ainda se aguentavam no festival. Era dia 27 de Maio, começava assim o meu dia de anos em pleno festival.
Dancei, dancei até não poder mais... as pernas doíam tanto... nem me lembro de alguma vez ter tido tantas dores...
Já estoirada mas com um sorriso nos lábios voltei para o hotel, dormi um pouco e no meu aniversário fui tomar outro pequeno-almoço fantástico, e segui para as massagens :)
1:30 de massagem, daquelas a sério, com pedras quentes ao som dos pássaros no spa no meio do jardim. Rejuvenesci.
Seguimos para um almoço já tardio mais uma vez no Calabash, mas desta vez éramos menos e daqui seguimos para Maputo, onde os meu "bixos" esperavam ansiosamente por mim. O Pumba, a Matilde e o Valentim, brindaram-me de mimos enquanto recebia chamadas de Portugal e de outros lados do mundo...
Mais uma vez senti-me abraçada por todos, amigos e família, senti-me abraçada por aqueles que me fazem muita falta, mas que estiveram comigo neste dia especial.
Obrigada amigos, por me darem mais um dia (ou vários dias) tão especial.
Beijinhos grandes para todos do fundo do coração.
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segunda-feira, maio 28, 2012
Um aniversário diferente
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quinta-feira, janeiro 29, 2009
Entrevista imaginada
Fui para as ruas de Maputo e entrevistei em pensamentos condutores e peões, e imaginei que para as minhas perguntas seriam estas as suas respostas (com base no que tenho visto):
Aboborita - Bom dia, pode-me dizer quando se deve atravessar uma rua?
Condutores e Peões - Sempre que me apetecer.
A- E onde há semáforos?
CeP - Aí é quando o semáforo grande passa para verde (o semáforo dos carros).
A - E onde se deve atravessar?
CeP - Onde me der mais jeito.
A - Sabe o que são passadeiras?
CeP - Nunca fomos apresentados.
A - Já viu aqueles traços brancos paralelos no chão que atravessam a rua?
CeP - Sim, mas tenho tentado apagar, todas as pessoas da cidade estão a colaborar.
A - Quando está parado num semáforo quando sabe que deve arrancar?
CeP - Quando acho que já estou parado à demasiado tempo, mas se estiver polícia do outro lado vou avançando devagarinho com o sinal vermelho e logo que passe a verde dou um arranque de deitar muito fumo para trás.
A- Quantos carros cabem numa faixa de rodagem?
CeP - Depende, pode ir de 1 até 2 ou 3, é ir experimentando.
A - Quando os carros andam depressa e as pessoas se atravessam à frente o que é que se deve fazer?
CeP - Manter a velocidade dos carros, não desviar, as pessoas desviam e se for preciso correm para não serem atropeladas.
A - Na Av. 25 de Setembro pintaram a "lagarta" no chão para delimitar as faixas que viram e as que vão em frente, mas ninguém cumpre, toda a gente passa as linhas como se nem as visse, sabe porquê?
CeP - Minha Sra, pintaram a lagarta porque os nossos artistas são modernos e agora não pintam só na tela, gostam também de pintar a cidade, aquilo é arte, a rua é para andar normalmente, sempre em frente, por cima da arte.
A - ahhh, ok, muito obrigada.
A - E fecho por aqui a minha entrevista, tenho que me desligar dos parâmetros portugueses e adaptar-me à nova realidade onde vivo e conduzo diariamente. Já vou sempre em frente, sem me desviar, sem abrandar, passadeiras não as conheço, e sinais verdes já os vejo a passar.
Em breve conto ter um vídeo para mostrar a famosa Av. 25 de Setembro nas horas de maior movimento.
Aboborita - Bom dia, pode-me dizer quando se deve atravessar uma rua?
Condutores e Peões - Sempre que me apetecer.
A- E onde há semáforos?
CeP - Aí é quando o semáforo grande passa para verde (o semáforo dos carros).
A - E onde se deve atravessar?
CeP - Onde me der mais jeito.
A - Sabe o que são passadeiras?
CeP - Nunca fomos apresentados.
A - Já viu aqueles traços brancos paralelos no chão que atravessam a rua?
CeP - Sim, mas tenho tentado apagar, todas as pessoas da cidade estão a colaborar.
A - Quando está parado num semáforo quando sabe que deve arrancar?
CeP - Quando acho que já estou parado à demasiado tempo, mas se estiver polícia do outro lado vou avançando devagarinho com o sinal vermelho e logo que passe a verde dou um arranque de deitar muito fumo para trás.
A- Quantos carros cabem numa faixa de rodagem?
CeP - Depende, pode ir de 1 até 2 ou 3, é ir experimentando.
A - Quando os carros andam depressa e as pessoas se atravessam à frente o que é que se deve fazer?
CeP - Manter a velocidade dos carros, não desviar, as pessoas desviam e se for preciso correm para não serem atropeladas.
A - Na Av. 25 de Setembro pintaram a "lagarta" no chão para delimitar as faixas que viram e as que vão em frente, mas ninguém cumpre, toda a gente passa as linhas como se nem as visse, sabe porquê?
CeP - Minha Sra, pintaram a lagarta porque os nossos artistas são modernos e agora não pintam só na tela, gostam também de pintar a cidade, aquilo é arte, a rua é para andar normalmente, sempre em frente, por cima da arte.
A - ahhh, ok, muito obrigada.
A - E fecho por aqui a minha entrevista, tenho que me desligar dos parâmetros portugueses e adaptar-me à nova realidade onde vivo e conduzo diariamente. Já vou sempre em frente, sem me desviar, sem abrandar, passadeiras não as conheço, e sinais verdes já os vejo a passar.
Em breve conto ter um vídeo para mostrar a famosa Av. 25 de Setembro nas horas de maior movimento.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Lixeira
22h de quarta-feira, horas normais de um dia normal da recolha de lixo na cidade de Maputo. Os camiões já iniciaram a recolha, daqui a cerca de 2 horas devem iniciar as primeiras descargas da noite na lixeira. Acabo de jantar, com o rádio em punho e os mapas das rotas na mão, saio para as ruas quase desertas atrás deles. Hoje sigo as rotas 1 e 2, vou só ver se está tudo a correr bem, ver quais são as maiores dificuldades, e são muitas. “Rota 1, rota 1, chama”, “Aqui rota 1, diga Engª”, “Em que ponto está”, “Ponto 16, na Av. Karl Marx”, “ok, vou ter consigo”. Já um pouco mais à frente cruzo-me com a viatura, pelo caminho ficaram umas 5 brigadas de trânsito que se posicionaram ao longo da 25 de Setembro, deve estar cá alguém importante hoje… isto só é normal ao fim-de-semana. Assisto à recolha, falo com eles, combino por volta das 23h entrar no camião para ir acompanhar a descarga à lixeira, os olhares e espanto transformam-se em satisfação.
À hora combinada trepo para a cabine, mais parece uma suite com tanto espaço, ou o cockpit do avião com tantas luzes, seguimos com o ar condicionado ligado, porque doutra forma aqui era impossível. Saímos da cidade, passamos pelos subúrbios em tempos chamados cidade de caniço, para distinguir da cidade de cimento, agora é tudo feito de cimento, mas o ordenamento é que continua marcadamente diferente. Em apenas 25 minutos aproximamo-nos da lixeira, a vista de dia é completamente diferente da vista de noite. O cenário é agora dantesco… os montes de lixo escuros deixam escapar uma névoa de fumo da combustão lenta e quase invisível de um lado, do outro lançam labaredas vivas e com cerca de 2 metros de altura. A zona da descarga de lixo é lá ao fundo, temos de avançar em marcha a trás por entre este corredor de lixo, orientado apenas pelo instinto, e desta vez o instinto falhou, atolámos a meio deste corredor, ficámos com as rodas submersas em lixo fresco.
Lá ao fundo começam a surgir alguns vultos na penumbra, um cambaleante trás na mão um copo de shot e acaba de beber a bebida de elevado teor alcoólico que o deve acompanhar há anos, outros trazem ganchos e sacos às costas, outros trazem lanternas. São os catadores. Aproximam-se para tentar ajudar. Começam a tirar o lixo que bloqueou as rodas, mas nem isso faz mover o monstro, “vem lá um camião” pedimos reboque, temos apenas um problema, não há cabo de reboque, em 5 minutos com um corropio de gente para trás e para a frente, surge do meio da lixeira um cabo de reboque de aço, daqueles mesmo bons. Entretanto o camião já tinha descarregado e seguido caminho. Vêm os nossos camiões fazem as descargas, passam, cumprimentam, sorriem e fazem adeus, “é a Engª”, que espanto. Nesta confusão estão 3 carros nossos a descarregar, 1 atolado e nos entretantos chega um outro que se liga a nós com o cabo de reboque e nos puxa dali para fora. O motorista todo contente pega no rádio e comunica com um sorriso nos lábios o seguinte “Já vamos sair da lixeira, levo a Engª comigo, desta vez conseguimos não a deixar cá”, do outro lado ouve-se o supervisor a dizer “bom trabalho”. Os outros motoristas ainda ali ao lado riem e acenam, a noite ainda agora começou, ainda virão à lixeira fazer mais uma descarga esta noite, mas desta já se safaram.
À hora combinada trepo para a cabine, mais parece uma suite com tanto espaço, ou o cockpit do avião com tantas luzes, seguimos com o ar condicionado ligado, porque doutra forma aqui era impossível. Saímos da cidade, passamos pelos subúrbios em tempos chamados cidade de caniço, para distinguir da cidade de cimento, agora é tudo feito de cimento, mas o ordenamento é que continua marcadamente diferente. Em apenas 25 minutos aproximamo-nos da lixeira, a vista de dia é completamente diferente da vista de noite. O cenário é agora dantesco… os montes de lixo escuros deixam escapar uma névoa de fumo da combustão lenta e quase invisível de um lado, do outro lançam labaredas vivas e com cerca de 2 metros de altura. A zona da descarga de lixo é lá ao fundo, temos de avançar em marcha a trás por entre este corredor de lixo, orientado apenas pelo instinto, e desta vez o instinto falhou, atolámos a meio deste corredor, ficámos com as rodas submersas em lixo fresco.
Lá ao fundo começam a surgir alguns vultos na penumbra, um cambaleante trás na mão um copo de shot e acaba de beber a bebida de elevado teor alcoólico que o deve acompanhar há anos, outros trazem ganchos e sacos às costas, outros trazem lanternas. São os catadores. Aproximam-se para tentar ajudar. Começam a tirar o lixo que bloqueou as rodas, mas nem isso faz mover o monstro, “vem lá um camião” pedimos reboque, temos apenas um problema, não há cabo de reboque, em 5 minutos com um corropio de gente para trás e para a frente, surge do meio da lixeira um cabo de reboque de aço, daqueles mesmo bons. Entretanto o camião já tinha descarregado e seguido caminho. Vêm os nossos camiões fazem as descargas, passam, cumprimentam, sorriem e fazem adeus, “é a Engª”, que espanto. Nesta confusão estão 3 carros nossos a descarregar, 1 atolado e nos entretantos chega um outro que se liga a nós com o cabo de reboque e nos puxa dali para fora. O motorista todo contente pega no rádio e comunica com um sorriso nos lábios o seguinte “Já vamos sair da lixeira, levo a Engª comigo, desta vez conseguimos não a deixar cá”, do outro lado ouve-se o supervisor a dizer “bom trabalho”. Os outros motoristas ainda ali ao lado riem e acenam, a noite ainda agora começou, ainda virão à lixeira fazer mais uma descarga esta noite, mas desta já se safaram.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
1º Fim-de-semana
Depois de uma semana cheia de sol e muito calor, o sábado acordou ligeiramente cinzento e foi a pouco e pouco carregando céu de nuvens. A meio da manhã, depois de um pequeno-almoço descansado, fui ver um apartamento que teoricamente reunia as condições desejadas. Chagada ao local, percebemos que o elevador estava avariado, e então o que fazer? decidi que mesmo assim ia ver a dita casa. Toca a subir, subir, subir... e pára para descansar, e depois sobe mais e mais e mais, e pronto chegámos com a língua de fora ao 8º andar. Abrimos uma porta, depois outra, e finalmente no hall do piso abrimos o portão da casa com 2 cadeados, e depois finalmente a porta reforçada. A casa era um T3, com sala grande, cozinha gigante, 1 varanda, zona de lavagem, 2 wc, 3 quartos com ar condicionado, wc para empregada, copa, electrodomésticos incluindo 2 frigoríficos, 1 arca e 1 máquina de lavar a roupa. Acabadinha de pintar, com mobília em todas as divisões, apesar da época de Luís XV, mas com umas capulanas em cima dá para disfarçar. 1500 dólares por mês, mais condomínio, mais tv-cabo, mais internet, mas ainda tem lugar na garagem. Parece-me bem, não fossem os 8 andares para subir cada vez que o elevador avaria (e ao que parece é bastante frequente). Decidi que é melhor procurar mais casas e desta vez mais baixas.
Saio daqui e vou ao Polana Shopping Center, entro na europa, e tenho tudo o que preciso e não preciso está ali à mão de semear, ao passo que lá fora para muitos falta tudo... enfim... coisas de país em vias de desenvolvimento (em linguagem politicamente correcta).
Almoço depois num dos sítios que mais me é familiar o Clube Naval, onde fui sócia, eu e toda a família, onde tínhamos o barco Caluca, que procurei nas boxes mas não encontrei, onde nadava na piscina, de onde saiam os barcos à vela, onde se mostravam os troféus das pescarias de fim-de-semana... memórias.
À tarde choveu, e choveu tanto que só parou de chover na 2ª feira, daquela chuva grossa que cada gota parece um copo de água, daquela chuva quente de verão, daquela que eu apanhava quando estava na escola enquanto jogávamos às escondidas...
No domingo com a capa da chuva vestida meti-me a caminho para casa de uns amigos, almoço em boa companhia, senti-me em casa, como sempre eles me fazem sentir. Fiquei lá horas e acabámos o dia a ver e a cantar o “Mamma mia”, mais uma vez... foi tão bom... delicioso. Obrigada amigos.
Para fechar o fim-de-semana fui "apanhada" pela polícia, e a história merece ser contada: Farda cinzenta (que pelos vistos não é polícia de trânsito nem lhe dá o direito de me pedir a carta de condução, mas só descobri isso mais tarde), armado com uma arma semi-automática de meter respeito, diz que tenho de pagar uma multa de 1.500 meticais (qualquer coisa como 42 €, quando a multa máxima cá é de 1.000 meticais segundo me informaram mais tarde). Respondi que não tinha comigo essa quantia (verdade verdadinha), disse-me que tinha que me apreender a carta até eu pagar e que me passava uma credencial para eu continuar a conduzir, eu respondi que isso não podia ser porque a credencial apenas substituía a carta de condução e a carta de condução não serve apenas para conduzir, é também o meu documento de identificação, pelo que se eu necessitasse de me identificar a algum colega dele até levantar a carta não tinha como. Começou então a dizer que estava só a fazer o seu trabalho, e eu respondi que compreendia e que o respeitava por isso e por considerar que o seu trabalho era muito importante e que era principalmente de educar e sensibilizar as pessoas. Ele disse então que não podia deixar de passar a multa porque esse era dinheiro que iria para os cofres do estado (e eu já a ver o rumo da conversa), disse-lhe que sim, mas que me deixasse então pagar na 2ª feira depois de levantar dinheiro. Ele então disse que ganhava uma comissão da multa, e eu perguntei quanto. 50%, eu arregalei os olhos (750 meticais, bolas, pensei cá para mim). Disse-lhe claramente, olhe, não tenho mesmo esse dinheiro, se tivesse dava-lho já de bom grado (até tinha, mas...), é que eu saí só por um bocadinho e sem dinheiro. Ele disse então para ver o que é que eu podia fazer... dar o que pudesse, ao que eu respondi, que eu vim só com dinheiro para tomar café, porque vinha mesmo só tomar café (tinha ido comer um gelado, mas pronto, até porque não bebo café à noite). Estendeu-me a carta e disse, pode ir. Estendi-lhe a mão e dei-lhe um aperto de mão, agradeci e desejei continuação de bom trabalho. Atravessei a rua, sentei-me no café e tive mesmo que tomar o café... gelados... nicles... fica para a próxima... poupei o dinheiro do gelado e da multa.
Bem me parecia que eles andavam aí... e bem perto.
Saio daqui e vou ao Polana Shopping Center, entro na europa, e tenho tudo o que preciso e não preciso está ali à mão de semear, ao passo que lá fora para muitos falta tudo... enfim... coisas de país em vias de desenvolvimento (em linguagem politicamente correcta).
Almoço depois num dos sítios que mais me é familiar o Clube Naval, onde fui sócia, eu e toda a família, onde tínhamos o barco Caluca, que procurei nas boxes mas não encontrei, onde nadava na piscina, de onde saiam os barcos à vela, onde se mostravam os troféus das pescarias de fim-de-semana... memórias.
À tarde choveu, e choveu tanto que só parou de chover na 2ª feira, daquela chuva grossa que cada gota parece um copo de água, daquela chuva quente de verão, daquela que eu apanhava quando estava na escola enquanto jogávamos às escondidas...
No domingo com a capa da chuva vestida meti-me a caminho para casa de uns amigos, almoço em boa companhia, senti-me em casa, como sempre eles me fazem sentir. Fiquei lá horas e acabámos o dia a ver e a cantar o “Mamma mia”, mais uma vez... foi tão bom... delicioso. Obrigada amigos.
Para fechar o fim-de-semana fui "apanhada" pela polícia, e a história merece ser contada: Farda cinzenta (que pelos vistos não é polícia de trânsito nem lhe dá o direito de me pedir a carta de condução, mas só descobri isso mais tarde), armado com uma arma semi-automática de meter respeito, diz que tenho de pagar uma multa de 1.500 meticais (qualquer coisa como 42 €, quando a multa máxima cá é de 1.000 meticais segundo me informaram mais tarde). Respondi que não tinha comigo essa quantia (verdade verdadinha), disse-me que tinha que me apreender a carta até eu pagar e que me passava uma credencial para eu continuar a conduzir, eu respondi que isso não podia ser porque a credencial apenas substituía a carta de condução e a carta de condução não serve apenas para conduzir, é também o meu documento de identificação, pelo que se eu necessitasse de me identificar a algum colega dele até levantar a carta não tinha como. Começou então a dizer que estava só a fazer o seu trabalho, e eu respondi que compreendia e que o respeitava por isso e por considerar que o seu trabalho era muito importante e que era principalmente de educar e sensibilizar as pessoas. Ele disse então que não podia deixar de passar a multa porque esse era dinheiro que iria para os cofres do estado (e eu já a ver o rumo da conversa), disse-lhe que sim, mas que me deixasse então pagar na 2ª feira depois de levantar dinheiro. Ele então disse que ganhava uma comissão da multa, e eu perguntei quanto. 50%, eu arregalei os olhos (750 meticais, bolas, pensei cá para mim). Disse-lhe claramente, olhe, não tenho mesmo esse dinheiro, se tivesse dava-lho já de bom grado (até tinha, mas...), é que eu saí só por um bocadinho e sem dinheiro. Ele disse então para ver o que é que eu podia fazer... dar o que pudesse, ao que eu respondi, que eu vim só com dinheiro para tomar café, porque vinha mesmo só tomar café (tinha ido comer um gelado, mas pronto, até porque não bebo café à noite). Estendeu-me a carta e disse, pode ir. Estendi-lhe a mão e dei-lhe um aperto de mão, agradeci e desejei continuação de bom trabalho. Atravessei a rua, sentei-me no café e tive mesmo que tomar o café... gelados... nicles... fica para a próxima... poupei o dinheiro do gelado e da multa.
Bem me parecia que eles andavam aí... e bem perto.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Alma de criança
Prof.: - O que estás a fazer?
Criança: - Um desenho.
Prof.: - Estás a desenhar o quê?
Criança: - Estou a desenhar Deus.
Prof.: - Mas ninguém sabe como Deus é!
Criança: - Em 1 minuto vão saber.
Criança: - Um desenho.
Prof.: - Estás a desenhar o quê?
Criança: - Estou a desenhar Deus.
Prof.: - Mas ninguém sabe como Deus é!
Criança: - Em 1 minuto vão saber.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Blimundo
"Havia um boi chamado Blimundo. Era grande, forte e amante da vida e da liberdade. Além disso, era muito amado e respeitado por todos, pois sabia pensar por si próprio, além de ser muito gentil com todos.
Ao saber da existência de criatura tão autêntica, Senhor Rei perguntou-se que boi seria esse, que ousava ser tão livre em seus posicionamentos e fazendo com que os outros bois lhe seguissem o exemplo. Se ele continuasse assim, quem faria, depois, o trabalho pesado do reino.
Ordenou, então, que Blimundo fosse pego morto ou vivo, a trazido até a sua presença.
Os homens do Senhor Rei saíram em busca do boi, mas este os encontrou primeiro e deu um fim neles. Ao saber da notícia, Senhor Rei reuniu os homens mais valentes do reino e os mandou capturar Blimundo, e os homens partiram. O boi, novamente, deu cabo dos homens. Quando recebeu tão triste notícia, Senhor Rei desesperou-se, mas logo ouviu falar de um rapaz que fora criado no borralho da cinza e que se prontifica a ir buscar Blimundo.
O menino pediu um cavaquinho, um “bli” dágua e uma bolsa de “prentém”. Além disso, quando retornasse queria a metade da riqueza do reino e a mão da princesa. Senhor Rei concordou e o jovem partiu. Então o jovem sai em busca do boi cantando uma canção que deixa Bilmundo encantado, na qual o jovem diz que, se Blimundo for com ele, casará com a Vaquinha da Praia. O boi pergunta se é verdade, o rapaz responde que sim. O jovem pede a Blimundo que o deixe montar, pois o caminho é muito longo. Ele deixa com a condição de que o rapaz continue cantando.
Senhor Rei colocou a tropa em pontos estratégicos para receber Blimundo. Ao ver o boi chegar, carregando o rapaz no lombo, cansado e feliz, Senhor Rei não acreditou. À porta do palácio, o rapaz pediu para descer do lombo de Blimundo a fim de fazer a barba antes de ser apresentado à Vaquinha da Praia. O jovem conta o seu plano ao Senhor Rei e leva até o boi um barbeiro com seus instrumentos. Atrás deles, Senhor Rei.
O barbeiro, enquanto Blimundo sonha com o amor da Vaquinha da Praia, corta-lhe a garganta com a navalha. Antes de morrer, o boi atinge o rei com uma patada que o mata. O rapaz e o barbeiro fogem, mas jamais esquecem o último olhar de revolta de uma criatura cujo único erro foi acreditar na harmonia, na justiça e na liberdade."
Conto Popular de Cabo Verde
Ao saber da existência de criatura tão autêntica, Senhor Rei perguntou-se que boi seria esse, que ousava ser tão livre em seus posicionamentos e fazendo com que os outros bois lhe seguissem o exemplo. Se ele continuasse assim, quem faria, depois, o trabalho pesado do reino.
Ordenou, então, que Blimundo fosse pego morto ou vivo, a trazido até a sua presença.
Os homens do Senhor Rei saíram em busca do boi, mas este os encontrou primeiro e deu um fim neles. Ao saber da notícia, Senhor Rei reuniu os homens mais valentes do reino e os mandou capturar Blimundo, e os homens partiram. O boi, novamente, deu cabo dos homens. Quando recebeu tão triste notícia, Senhor Rei desesperou-se, mas logo ouviu falar de um rapaz que fora criado no borralho da cinza e que se prontifica a ir buscar Blimundo.
O menino pediu um cavaquinho, um “bli” dágua e uma bolsa de “prentém”. Além disso, quando retornasse queria a metade da riqueza do reino e a mão da princesa. Senhor Rei concordou e o jovem partiu. Então o jovem sai em busca do boi cantando uma canção que deixa Bilmundo encantado, na qual o jovem diz que, se Blimundo for com ele, casará com a Vaquinha da Praia. O boi pergunta se é verdade, o rapaz responde que sim. O jovem pede a Blimundo que o deixe montar, pois o caminho é muito longo. Ele deixa com a condição de que o rapaz continue cantando.
Senhor Rei colocou a tropa em pontos estratégicos para receber Blimundo. Ao ver o boi chegar, carregando o rapaz no lombo, cansado e feliz, Senhor Rei não acreditou. À porta do palácio, o rapaz pediu para descer do lombo de Blimundo a fim de fazer a barba antes de ser apresentado à Vaquinha da Praia. O jovem conta o seu plano ao Senhor Rei e leva até o boi um barbeiro com seus instrumentos. Atrás deles, Senhor Rei.
O barbeiro, enquanto Blimundo sonha com o amor da Vaquinha da Praia, corta-lhe a garganta com a navalha. Antes de morrer, o boi atinge o rei com uma patada que o mata. O rapaz e o barbeiro fogem, mas jamais esquecem o último olhar de revolta de uma criatura cujo único erro foi acreditar na harmonia, na justiça e na liberdade."
Conto Popular de Cabo Verde
segunda-feira, outubro 13, 2008
True Love...
His wife is injured and the condition is very appalling
He brings her food and attends to her with love and compassion
He brings more food but is shocked with her death and tries to move her
Aware that his sweetheart is dead he cries with adoring love
Standing beside her screaming because of her death
Finally aware that she would not return to him he stands beside her body
Photos of two birds have been pictured in the Republic of Ukraine .
The photographer sold these pictures for a nominal price to the most famous newspaper in France . And all the copies of that newspaper were sold out on the day of publishing these pictures.
He brings her food and attends to her with love and compassion
He brings more food but is shocked with her death and tries to move her
Aware that his sweetheart is dead he cries with adoring love
Standing beside her screaming because of her death
Finally aware that she would not return to him he stands beside her body
Photos of two birds have been pictured in the Republic of Ukraine .The photographer sold these pictures for a nominal price to the most famous newspaper in France . And all the copies of that newspaper were sold out on the day of publishing these pictures.
quinta-feira, julho 12, 2007
Já somos 3 a trabalhar
No meu gabinete trabalho eu e a Célia, as duas calminhas e isoladas do resto do mundo, a trabalhar no GPCG.
A nossa janela dá para o corredor e todos os que aqui passam ora batem no vidro ora nos lançam um sorriso de bom dia e nos fazem adeus... de vez em quando temos visitas que nos perguntam como estamos ou nos tiram dúvidas ou nos pedem coisas...
Mas ultimamente temos sido visitadas com mais frequência e as conversas que daí advêm têm sido bem mais leves do que o habitual, e a razão é ainda pequena mas já se faz notar. É que agora já somos 3 a trabalhar aqui. A Célia está grávida, ainda de pouco tempo, mas já passeia uma barriguinha redonda por todo o edifício.
Ainda nem sequer está de 3 meses e já a semente está a mostrar que existe obrigando a mamã a comprar muito cedo roupas que lhe sirvam e que a deixem trabalhar confortavelmente. E ainda com tão pouco tempo, já é notícia aqui, ora pelos enjoos que provoca à mãe, ora pelas noites que já começa a fazê-la levantar-se, ora pelas ecografias e exames que se vão sucedendo.
Devo admitir que é engraçado assistir a esta roda-viva que se tem vindo a instalar por estes lados.
Um destes dias vou colocar aqui uma fotografia da barriga mais famosa da AMARSUL.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
O Blog da Joana
Hoje, enquanto vageava por entre os blogs da minha eleição, decidi parar e ler com mais cuidado as histórias que uma grande amiga minha conta.
Li tanto tanto, até não poder aguentar mais... o que escreves toca-me, toca-me mesmo a sério, consigo ver nas tuas palavras, o que sentes dentro de ti, consigo quase tocar cada um dos objectos, cada uma das pessoas que descreves nos teus relatos... consigo ver-te muito mais além do que via quando te conheci.
Hoje com o que li no teu blog, não só tive vontade de escrever... escrever muito, como também senti que me "roubaste" as palavras...o que escreveste nos últimos dias tirou-me o fôlego... senti cada palavra com o peso do mundo e da sua beleza...
http://coisasdejoana.blogspot.com/
A Joana cruzou-se no meu caminho no Mindelo, em Cabo Verde... e para quem a conhece deve concordar comigo, é uma pessoa que se conhece e nunca mais se esquece... és especial. Tens o dom de estar sempre presente para dar apoio e de me rodear com a tua alegria. Obrigada Joana por todos os momentos que partilhaste e ainda partilhas comigo.
Li tanto tanto, até não poder aguentar mais... o que escreves toca-me, toca-me mesmo a sério, consigo ver nas tuas palavras, o que sentes dentro de ti, consigo quase tocar cada um dos objectos, cada uma das pessoas que descreves nos teus relatos... consigo ver-te muito mais além do que via quando te conheci.
Hoje com o que li no teu blog, não só tive vontade de escrever... escrever muito, como também senti que me "roubaste" as palavras...o que escreveste nos últimos dias tirou-me o fôlego... senti cada palavra com o peso do mundo e da sua beleza...
http://coisasdejoana.blogspot.com/
A Joana cruzou-se no meu caminho no Mindelo, em Cabo Verde... e para quem a conhece deve concordar comigo, é uma pessoa que se conhece e nunca mais se esquece... és especial. Tens o dom de estar sempre presente para dar apoio e de me rodear com a tua alegria. Obrigada Joana por todos os momentos que partilhaste e ainda partilhas comigo.
terça-feira, agosto 30, 2005
Big Brother no Mindelo
Porquê este nome para mais um post?
Porque apesar de não estarmos num concurso, a vida aqui está cada vez mais a assemelhar-se a esse programa de televisão.
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Ora vejamos, durante 9 meses encontra-se no Mindelo um grupo de 12 pessoas, 4 homens e 7 mulheres, de várias nacionalidades.
Ora vejamos, durante 9 meses encontra-se no Mindelo um grupo de 12 pessoas, 4 homens e 7 mulheres, de várias nacionalidades.
Neste caso a cidade e não as câmaras é que nos observam, sabem a nossa vida, conhecem os nossos passos, sabem quem somos, de onde viemos e o que estamos cá a fazer, sabem que este nosso “filme” é curto e observam com atenção cada minuto dele.
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Os objectivos inicias dos “concorrentes” são comuns: viver no estrangeiro, conhecer o mundo, ganhar experiência pessoal e até profissional, e claro conhecer novas pessoas.
Ao longo do tempo os objectivos foram aumentando, ficámos amigos, queremos continuar a manter o contacto, todos gostaríamos de continuar aqui, mas por factores diversos nenhum vai ficar. Resta saber quem chegará ao fim.
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Mas aqui o fim é ter o “privilégio”, ou não, de ser o último a partir e ver todos os outros a irem embora, participar e organizar festas de despedida, fazer um último brinde de cada vez que alguém parte, levar as pessoas ao barco ou ao avião, trocar os contactos e esperar que um dia seja possível que nos voltemos a encontrar, algures por esse mundo fora.
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Os concorrentes de idades entre os 23 e os 32 anos, na minha perspectiva, são/eram: Eu (Ana), Catarina, Ely, Joana, Laura, Orsola, Marta, João, Miguel, Fermin, Manolo e Zé. 5 portugueses, 4 espanhóis, 2 cabo-verdianos e 1 italiana.
Esta “Torre de Babel” que aqui se começou a construir está agora a chegar ao fim.
Esta “Torre de Babel” que aqui se começou a construir está agora a chegar ao fim.
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No dia 10 de Agosto partiu a primeira pessoa, uma das mais importantes para mim nesta nova etapa da minha vida, a Laura. Senti com esta primeira partida a minha vida já tinha mudado desde que aqui cheguei. O processo de mudança que todos vivemos aqui foi sentido com mais intensidade no dia da partida da “mui limpita” Laura. Neste dia sentimos na pele que tudo o que é bom acaba depressa, e que por isso temos que aproveitar cada segundo dos dias felizes da nossa estadia aqui.
No dia 10 de Agosto partiu a primeira pessoa, uma das mais importantes para mim nesta nova etapa da minha vida, a Laura. Senti com esta primeira partida a minha vida já tinha mudado desde que aqui cheguei. O processo de mudança que todos vivemos aqui foi sentido com mais intensidade no dia da partida da “mui limpita” Laura. Neste dia sentimos na pele que tudo o que é bom acaba depressa, e que por isso temos que aproveitar cada segundo dos dias felizes da nossa estadia aqui.
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Depois de 20 dias sem ninguém ter saído deste “barco”, pensávamos que já tínhamos escapado ao Big Brother, pensámos que já se tinham esquecido de nós. Mas afinal não, em vez de “expulsões” semanais, decidiram juntar uns quantos para sair todos juntos. E assim, hoje, dia 30 de Agosto, o barco levou para fora da ilha mais três concorrentes: a Joana, a Ely e o João.
Depois de 20 dias sem ninguém ter saído deste “barco”, pensávamos que já tínhamos escapado ao Big Brother, pensámos que já se tinham esquecido de nós. Mas afinal não, em vez de “expulsões” semanais, decidiram juntar uns quantos para sair todos juntos. E assim, hoje, dia 30 de Agosto, o barco levou para fora da ilha mais três concorrentes: a Joana, a Ely e o João.
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E as saídas ir-se-ão sucedendo até não restar mais ninguém aqui. Em Setembro devem ir a Catarina, a Marta e o Zé, a Orsola deve partir em Outubro (mas sem certezas ainda), tal como o Miguel e o Fermin (este último também sem certezas).
E as saídas ir-se-ão sucedendo até não restar mais ninguém aqui. Em Setembro devem ir a Catarina, a Marta e o Zé, a Orsola deve partir em Outubro (mas sem certezas ainda), tal como o Miguel e o Fermin (este último também sem certezas).
Depois em Novembro vou eu embora, deixando para trás apenas o Manolo, que há-de ficar cá a ver-nos partir e a ver chegar mais uma leva de gente, como tem vindo a ser habitual nesta cidade.
domingo, agosto 21, 2005
Tubaroa
Duna dentes de tubarão, este é o novo nome da minha gata…
a bichana decidiu mudar de dentes este mês (passar de dentes de leite para dentes definitivos), mas em vez do fenómeno normal de caírem os dentes de leite um a um e nascerem depois os definitivos, o processo foi mais ao estilo tubarão…
os dentes nasceram ao lado dos outros sem que estes caíssem…
dentição dupla é características dos grandes predadores, nomeadamente tubarões… por isso a Duna agora é Tubaroa…
sábado, agosto 20, 2005
Cabelo
O corte de cabelo… radical no mínimo… louco??… alucinado???
Estava-me mesmo a apetecer… aqui já posso tudo, já me sinto em casa…
Cortei o cabelo bem curto, entreguei-me nas mãos de uma argentina que decidiu morar aqui… a tesoura dançou-lhe nas mãos melhor do que dançaria nas mãos de um qualquer cabeleireiro de uma capital europeia… e este corte podia ter sido feito em qualquer cidade louca e gigante… mas foi feito aqui… numa cidade pequena, numa ilha pequena, onde a moda depende do que os chineses conseguem trazer da china…
sábado, janeiro 01, 2005
Aboborita em Cabo Verde...
Aboborita em Cabo Verde... 9 meses passados neste Paraíso, contados quase ao pormenor para que partilhem esta experiência comigo...
Bem vindos a bordo, entrem com o pé direito, abram bem os olhos e apreciem as maravilhosas paisagens, deixem o vento e o oceano tocar a vossa pele, sintam o cheiro das malaguetas no mercado e ouçam os sons dos que tocam guitarra e cantam mornas desde crinaças porque amam a música.
Mergulhem nesta aventura com todos os vossos sentidos e divirtam-se...
Bem vindos a bordo, entrem com o pé direito, abram bem os olhos e apreciem as maravilhosas paisagens, deixem o vento e o oceano tocar a vossa pele, sintam o cheiro das malaguetas no mercado e ouçam os sons dos que tocam guitarra e cantam mornas desde crinaças porque amam a música.
Mergulhem nesta aventura com todos os vossos sentidos e divirtam-se...
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