Escrevo a história do meus 34º aniversário, porque não quero nunca esquecer-me destes dias. Todos os meus aniversários têm sido especiais e lembro de cada um deles. Mas nunca me tinha acontecido, durante o meu aniversário lembrar-me tão claramente dos outros aniversários... dos amigos que estiveram aqui e dos que não puderam estar.
Cada aniversário é especial, e é uma oportunidade única de nos sentirmos rodeados de felicidade e carinho, abraçados pelos braços da amizade. Sim, cada aniversário é especial, mas este ainda mais, porque num único aniversário recordei-me de todos os outros, por isso foi um aniversário onde estiveram todos presentes :) mesmo os ausentes...
O aniversário começou na sexta-feira no momento em que entrei no carro da minha grande amiga P.. Éramos 4, eu apenas conhecia a P. mas ao fim de uns 100 km já cantávamos alto e bom som, com muito movimento, as músicas boas e não tão boas, que nos fazem recordar, sorrir e cantar.
Já na Swazilândia o frio começou a apertar e por cima da blusa de alças fui vestindo casacos, enrolei o lenço ao pescoço e já à entrada do festival Bushfire esperámos um outro grupo de amigos com quem tínhamos combinado ir jantar.
Àquela hora só um sítio ainda tinha comida, o Royal Swazi Hotel. Para aquecer pedimos uns shots de Kahula, Amarula e natas, era já quase meia-noite e a comida veio acompanhada de um bom vinho. A conversa e risadas fluíam com uma naturalidade quase surpreendente.
Pensei que já que me estava a mimar com a presença de amigos, estes e os que vim a encontrar ao longo do fim-de-semana, achei por bem mimar-me a sério para o meu fim-de-semana de aniversário.
O Hotel estava cheio, nós tínhamos reservado umas casinhas num lodge no meio de um parque natural, mas com aquele frio todo lá fora e o conforto do Royal Swazi Spa, achei melhor ver se conseguia arranjar um quarto. E depois de alguma conversa, o bláblá de que faço anos, etc etc, consegui um quarto e ainda por cima a metade do preço no Lugogo Hotel (mesmo ao lado e que é do mesmo grupo do Royal). Alguém tinha cancelado uma reserva à última da hora.
Quando chego ao quarto tenho um dilema... em qual das 2 camas de casal me havida de deitar :) Há pessoas com sorte, eu sei, e acho que fui uma delas.
Não dormi muito mas o suficiente para deixar o stress da semana de trabalho para trás. Acordei mesmo a tempo do pequeno-almoço gigantesco, tomei banho e vesti-me.
Era sábado dia, dia de festival.
Fui ter com o resto dos amigos ao Royal, aproveitei para comprar um gorro de lã e um cachecol, e assim fiquei equipada para o frio da noite de festival (frio a sério acho que chegámos a ter 7ºC).
Fomos almoçar ao Calabash, onde já não ia há 22 anos, desde que era pequenina. Entro na sala e vejo uma mesa grande lá ao fundo e praticamente todos os meus amigos (dos que foram ao festival) estavam lá, para me dar um beijinho no último dia dos 33 anos e começarmos a festejar os 34 logo ali.
Éramos mais de 30 :), seríamos 34? talvez.
Comemos da melhor carne, entradas fabulosas e no fim um bolo de chocolate divinal que deu para todos. As velas não apagavam apesar da minha determinação em as apagar. Eram daquelas velas chatas que não param de acender outra vez.
No fim do bolo uma rodada de shots, de uma qualquer coisa demasiado alcoólica, e transparente. Depois do shot é que vimos que era o álcool que estava dentro de uma garrafa com cobras e lagartos em conserva :) um bocadinho melhor do que o que bebemos no Vietnam ;)
Tive direito à sempre única música dos parabéns que este ano foi mais ou menos assim "Parabéns a você, Só amanhã!, Nesta data querida, Só amanhã!,...." foi muito bom :)
Saímos do restaurante e fomos para a House on Fire onde decorre o festival Bushfire. Um espaço ao ar livre com construções estranhas de uma mente criativa completamente louca, mas fenomenal. O espaço é mesmo espectacular.
O ritmo da festa eram as músicas do mundo, com um toque muito especial de África. Bons concertos, boa onda, boa gente, muitos sorrisos, abraços e mimos dos amigos que rodeavam. O calor humano era tanto que só ao fim de umas horas tive frio suficiente para vestir o casaco. Gritei, saltei, dancei e cantei... adorei :)
Quase perto da meia-noite consegui comer um hot-dog daquelas salsichas sul-africanas que detesto, mas como há alturas que não vale a pena ser esquisita.
Rapidamente esqueci os apertos da fila da comida (a comida acabou nas outras barraquinhas), esqueci a fome e com a música de fundo recebi abraços e beijinhos dos amigos que ainda se aguentavam no festival. Era dia 27 de Maio, começava assim o meu dia de anos em pleno festival.
Dancei, dancei até não poder mais... as pernas doíam tanto... nem me lembro de alguma vez ter tido tantas dores...
Já estoirada mas com um sorriso nos lábios voltei para o hotel, dormi um pouco e no meu aniversário fui tomar outro pequeno-almoço fantástico, e segui para as massagens :)
1:30 de massagem, daquelas a sério, com pedras quentes ao som dos pássaros no spa no meio do jardim. Rejuvenesci.
Seguimos para um almoço já tardio mais uma vez no Calabash, mas desta vez éramos menos e daqui seguimos para Maputo, onde os meu "bixos" esperavam ansiosamente por mim. O Pumba, a Matilde e o Valentim, brindaram-me de mimos enquanto recebia chamadas de Portugal e de outros lados do mundo...
Mais uma vez senti-me abraçada por todos, amigos e família, senti-me abraçada por aqueles que me fazem muita falta, mas que estiveram comigo neste dia especial.
Obrigada amigos, por me darem mais um dia (ou vários dias) tão especial.
Beijinhos grandes para todos do fundo do coração.
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segunda-feira, maio 28, 2012
Um aniversário diferente
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domingo, março 13, 2011
domingo, julho 18, 2010
terça-feira, julho 07, 2009
Tanto tempo depois...
Estive quase em hibernação... passaram-se semanas de trabalho duro, sem direito a pausas, com poucas horas de sono... mas quase um mês depois e já com o sono reposto, já estou a voltar ao meu ritmo normal e já tenho mais histórias para contar.
No sábado de 13 de Junho a comunidade portuguesa juntou-se para comemorar o 10 de Junho, na Escola Portuguesa (onde estudei, mas nas instalações que ainda não conhecia). Era um monte de gente, havia música, comida tipicamente portuguesa, mesas e mesas redondas cheias de caras conhecidas, e eram muitos os que iam saltando de mesa em mesa para confraternizar. Houve momentos de Hino Nacional emocionantes, teatro, bandas a tocar, violinos, saxofone e cavaquinho (de arrepiar). O sol estava abrasador e o calor puxava à festa, à dança. No final da noite a marrabenta inundou o lugar já quase vazio e os poucos resistentes (borguistas) dançaram, dançaram, subiram para o palco e animaram a festa que terminou num auge de sorrisos e vontade de mais festa. Saí já no fim, o meu carro era, provavelmente, o último a sair do recinto. Jantei no Mundo's mas como ainda tinha energias para dar e vender, a noite estendeu-se para o "Face to face", uma discoteca na feira popular mais ao género de sala de baile com música ao vivo para dançar a dois, onde dancei, dancei, até não poder mais.
No dia seguinte era suposto ir fazer uma regata... mas tanto eu como o meu colega estávamos mais interessados em descansar, e após uma breve troca de mensagens decidimos ficar na ronha. Passei o dia a ver filmes e a conversar, sem pressas, sem stress, com amigos. Tempo de recuperar energias para a semana que se adivinhava difícil.
Voltei a acordar para a vida 10 dias depois, já com o trabalho a estabilizar de novo e com uma visita muito querida em minha casa. A minha amiga MB (das GMB - sim é um código só nosso, não é amigas?) veio passar cá uns dias. Começou por se recordar desta cidade, teve tempo para descansar e depois ainda consegui levá-la a ouvir música ao vivo e a comer os magníficos camarões do Costa do Sol. Nessa primeira semana outra amiga que está cá a trabalhar também ficou lá em casa, e estes momentos com elas foram preciosos para mim. Soube-me bem ter aquelas conversas de amigas, daquelas que dizemos disparates, ou nem tanto, que fazemos confidências e nos rimos das coisas absurdas que se passam na vida. Foi muito bom, amigas, ter-vos aqui. Obrigada
No sábado de 13 de Junho a comunidade portuguesa juntou-se para comemorar o 10 de Junho, na Escola Portuguesa (onde estudei, mas nas instalações que ainda não conhecia). Era um monte de gente, havia música, comida tipicamente portuguesa, mesas e mesas redondas cheias de caras conhecidas, e eram muitos os que iam saltando de mesa em mesa para confraternizar. Houve momentos de Hino Nacional emocionantes, teatro, bandas a tocar, violinos, saxofone e cavaquinho (de arrepiar). O sol estava abrasador e o calor puxava à festa, à dança. No final da noite a marrabenta inundou o lugar já quase vazio e os poucos resistentes (borguistas) dançaram, dançaram, subiram para o palco e animaram a festa que terminou num auge de sorrisos e vontade de mais festa. Saí já no fim, o meu carro era, provavelmente, o último a sair do recinto. Jantei no Mundo's mas como ainda tinha energias para dar e vender, a noite estendeu-se para o "Face to face", uma discoteca na feira popular mais ao género de sala de baile com música ao vivo para dançar a dois, onde dancei, dancei, até não poder mais.
No dia seguinte era suposto ir fazer uma regata... mas tanto eu como o meu colega estávamos mais interessados em descansar, e após uma breve troca de mensagens decidimos ficar na ronha. Passei o dia a ver filmes e a conversar, sem pressas, sem stress, com amigos. Tempo de recuperar energias para a semana que se adivinhava difícil.
Voltei a acordar para a vida 10 dias depois, já com o trabalho a estabilizar de novo e com uma visita muito querida em minha casa. A minha amiga MB (das GMB - sim é um código só nosso, não é amigas?) veio passar cá uns dias. Começou por se recordar desta cidade, teve tempo para descansar e depois ainda consegui levá-la a ouvir música ao vivo e a comer os magníficos camarões do Costa do Sol. Nessa primeira semana outra amiga que está cá a trabalhar também ficou lá em casa, e estes momentos com elas foram preciosos para mim. Soube-me bem ter aquelas conversas de amigas, daquelas que dizemos disparates, ou nem tanto, que fazemos confidências e nos rimos das coisas absurdas que se passam na vida. Foi muito bom, amigas, ter-vos aqui. Obrigada
segunda-feira, novembro 10, 2008
Chá no Bairro Alto
O que fazer ao fim-de-semana?
Por vezes a imaginação esgota-se com o stress e o cansaço da semana, e esta vez parecia não estar a ser excepção.
Sexta jantar com os amigos, finalmente conseguimos reunir o grupo todo, ou quase todo, e foi muito muito bom.
No sábado dormir, ler, passear e tratar daquelas coisas chatas da casa, mas que todos temos de fazer.
Domingo - tempo para descansar mais um bocadinho e depois um chá/lanche revigorante com as amigas. "Vamos onde?" "Aqui ao lado", "Um bocadinho mais lá à frente", "A esta casa de chá"... hum... a indecisão do costume... e fomos parar a um dos meus sítios preferidos - Bairro Alto.
Parámos o carro no Príncipe Real com o objectivo de ir dar a conhecer o Pavilhão Chinês, que eu adoro, a uma das amigas, mas estava fechado.
Enquanto caminhávamos pela R. D. Pedro V iam surgindo algumas surpresas, todas as lojas e galerias estavam abertas, ouvia-se música em toda a rua e passeava um casal trajado à século XIX.
Fomos descendo à procura de uma mesa numa das pastelarias ou casas de chá, mas tudo estava cheio, parámos no miradouro junto à Calçada da Glória para apreciar a vista e a luminosidade magnífica da nossa cidade de Lisboa.
Continuámos a descida e finalmente encontrámos um recanto no café Royale já perto do Largo do Carmo.
À falta de sconnes vieram as torradas esquisitas e largos minutos de conversa.
Já era noite quando decidimos retomar a subida e o regresso a casa, o friozinho do Outono já estava a apertar principalmente para quem tinha decidido andar com roupa de verão, como tinha sido o meu caso.
Ao chegar novamente à R. D. Pedro V a música chegou novamente aos nossos ouvidos, mas desta vez ouviam-se também cantores que às janelas de um dos edifícios cantavam para quem passava e quisesse ficar a ouvir.
Dezenas de pessoas ficaram paradas nos passeios, os carros abrandavam e ficámos ali até ao fim.
Aplausos e mais aplausos... a melhor para mim foi "Amsterdam" de Jacques Brel... ouvi-la assim, uma música que adoro, num lugar que me é muito querido.... ai Lisboa Lisboa, são estes os momentos que ficam em mim.

Por vezes a imaginação esgota-se com o stress e o cansaço da semana, e esta vez parecia não estar a ser excepção.
Sexta jantar com os amigos, finalmente conseguimos reunir o grupo todo, ou quase todo, e foi muito muito bom.
No sábado dormir, ler, passear e tratar daquelas coisas chatas da casa, mas que todos temos de fazer.
Domingo - tempo para descansar mais um bocadinho e depois um chá/lanche revigorante com as amigas. "Vamos onde?" "Aqui ao lado", "Um bocadinho mais lá à frente", "A esta casa de chá"... hum... a indecisão do costume... e fomos parar a um dos meus sítios preferidos - Bairro Alto.
Parámos o carro no Príncipe Real com o objectivo de ir dar a conhecer o Pavilhão Chinês, que eu adoro, a uma das amigas, mas estava fechado.
Enquanto caminhávamos pela R. D. Pedro V iam surgindo algumas surpresas, todas as lojas e galerias estavam abertas, ouvia-se música em toda a rua e passeava um casal trajado à século XIX.
Fomos descendo à procura de uma mesa numa das pastelarias ou casas de chá, mas tudo estava cheio, parámos no miradouro junto à Calçada da Glória para apreciar a vista e a luminosidade magnífica da nossa cidade de Lisboa.
Continuámos a descida e finalmente encontrámos um recanto no café Royale já perto do Largo do Carmo.
À falta de sconnes vieram as torradas esquisitas e largos minutos de conversa.
Já era noite quando decidimos retomar a subida e o regresso a casa, o friozinho do Outono já estava a apertar principalmente para quem tinha decidido andar com roupa de verão, como tinha sido o meu caso.
Ao chegar novamente à R. D. Pedro V a música chegou novamente aos nossos ouvidos, mas desta vez ouviam-se também cantores que às janelas de um dos edifícios cantavam para quem passava e quisesse ficar a ouvir.
Dezenas de pessoas ficaram paradas nos passeios, os carros abrandavam e ficámos ali até ao fim.
Aplausos e mais aplausos... a melhor para mim foi "Amsterdam" de Jacques Brel... ouvi-la assim, uma música que adoro, num lugar que me é muito querido.... ai Lisboa Lisboa, são estes os momentos que ficam em mim.

quinta-feira, outubro 30, 2008
Cavalia
Fui ver um dos mais bonitos espectáculos de sempre... para mim, claro... 
CAVALIA
Harmonia entre o homem e o cavalo, respeito e amizade entre dois seres diferentes e ao mesmo tempo complementares.
Assisti a tudo com um sorriso nos lábios e com o coração a palpitar no peito ao som da música e ao ritmo dos cascos, aplaudia a cada momento e frequentemente uma lágrima feliz caia pelo rosto... sem encontrar palavras que descrevam mais o que senti, apenas posso dizer Adorei.


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