sábado, abril 23, 2005
Actualizando o blog...
sexta-feira, abril 22, 2005
Um cheirinho da cultura no Mindelo
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Felizmente a última peça que vi vai ser reposta hoje para preparar a sua apresentação em Coimbra. O “Alto Mar” repetiu-se e claro que nós fomos ver. Tal como da primeira, adorei a peça, e a minhas convidadas também. Foi este um dos melhores dias para elas também conhecerem as pessoas com quem costumo sair e combinar coisas, porque para não variar, estamos sempre os mesmos em tudo o que são eventos culturais. Esta cidade é pequena e portanto são poucas as pessoas que se interessam pelas mesmas coisas que eu.
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Depois da peça seguimos para o restaurante Nella’s, onde praticamente todas as noites há o espectáculo do velho Malaquias. Penso que já vos falei nele. Este é um senhor com mais de 80 anos que toca violino e é acompanhado por mais 3 músicos com cavaquinho e com guitarra. É quase obrigatório ver e ouvir o Malaquias, mas depois de ver a primeira vez, tentamos não repetir tão cedo. É que ele não toca, ele arranha o violino, desafina-o, quase me rebenta com os tímpanos… è espectáculo para turista ver, e num dos restaurantes mais caros da cidade do Mindelo.
Regresso ao trabalho árduo
Depois de 4 dias de férias, de descanso e de reunião com a família, tive que voltar ao trabalho árduo… Agora sim, posso dizer que o trabalho é árduo, mas é muito bom voltar a ter energia para trabalhar. Finalmente tenho trabalho para fazer, tenho as ferramentas e o apoio de todos para desenvolver um bom trabalho na minha área preferida… só não tinha tido forças para pegar no trabalho sozinha, mas felizmente agora tenho tudo o que preciso para trabalhar, incluindo força e motivação. Em parte esta motivação veio com o tempo e foi acelerada por todos os que me têm dado apoio aqui e também aí em Portugal. O facto de ter tido cá a minha família foi o impulso final para me arrancar desta quase inércia, este era o arranque que eu precisava.
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Estes dias da semana estão a ser óptimos… tenho companhia boa para almoçar e jantar e a comida é sempre muito boa… peixinho fresquinho… hum que bom… Ao fim da tarde temos sempre ou quase sempre programas e coisas para fazer. Há sempre o encontro habitual na Casa Café Mindelo e tem havido convites de várias pessoas para nos encontrarmos e conversarmos um pouco ao fim da tarde.
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Todos os dias a minha mãe e a minha tia têm saído e conhecido pessoas fantásticas… pessoas que eu jamais irei conhecer como elas conhecem agora… pessoas que só se encontram durante a semana e a horas em que estou a trabalhar e em locais que não costumo frequentar a estas horas… São as pessoas que habitam e circulam na cidade do Mindelo durante o dia… E eu só circulo no Mindelo durante o fim de tarde e noite e aos fins-de-semana. Elas conhecem pessoas normais, vendedeiras do mercado municipal, emigrantes de outros países de África, estrangeiros que estão de férias ou a trabalhar aqui, artistas e até a primeira stripper de Cabo Verde…
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Mas estas aventuras são as aventuras delas, eu apenas partilho um pouco do que vivem aqui… eu tenho a sensação que as férias que elas estão a ter são totalmente diferentes das férias que se poderiam ter em qualquer outra parte do mundo… são estrangeiras mas estão a viver este país… olham e vivem com a curiosidade de um viajante mas aproveitam muito mais do que todos aqueles que desembarcam aqui de máquina a tiracolo e que caminham pelo centro da cidade e pensam conhecê-la em apenas 2 dias.
terça-feira, abril 19, 2005
último dia no Sal
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Prendinhas fresquinhas acabadinhas de chegar.... que bom... adorei os vossos presentes, bem sei que já o tinha dito, mas não posso deixar de reforçar a ideia... é tão bom ouvir boa música e acordar ao som do girassol... para quem não está dentro do assunto as prendas recebidas foram 2 cd's com música que eu adoro e uma foto das minhas amigas lindas na capa, 1 caneca que tanto jeito me dá, também com a foto de nós todas impressa para até ao pequeno-almoço não me esquecer de vocês, e uma flor cantante e dançante... um girassol que grita a "plenos pulmões":
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I'm walking on sunshine , wooah
I'm walking on sunshine, woooah
I'm walking on sunshine, woooah
and don't it feel good!!
Hey , alright now
and dont it feel good!!
hey
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Depois de ter a trouxa toda composta outra vez pegámos no carro e fomos dar a volta à ilha para a tia São a conhecer, e como tem muito para ver... (ironia), fomos novamente às salinas e à praia de Santa Maria. Na praia lá dei um mergulhinho de despedida na água azul turquesa ... que lindo... e depois de ver o produto da faina dos pescadores locais fomos comer uma sandwich e beber o meu sumo preferido, sumo de goiaba.
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A Rita e o Rui foram finalmente ter connosco e levaram-nos para o aeroporto... a aventura conjunta estava prestes a acabar... Eu, a minha mãe e a minha tia iríamos viajar para S. Vicente, e a Rita e o Rui ficariam até ao fim da semana no Sal para depois regressarem a Lisboa, porque o trabalho e a faculdade assim o exigem... que pena... Gostava tanto que tivessem vindo connosco...
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Depois das despedidas e de comer uma doçura de coco lá embarcámos no usual teco-teco a hélice que faz a ligação entre as ilhas. Depois do voo de vinda ter sido péssimo, estava cheia de medo de entrar outra vez neste avião, mas tinha que ser... e para pedir desculpas pelo mau tempo desta semana S. Pedro redimiu-se e deu-nos um tempo óptimo para fazermos uma boa viagem.
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A viagem dura apenas 45 min e neste período dá para se ver bastante bem a ilha de S. Nicolau, que me parece lindíssima, e também sobrevoamos os ilhéus Raso e Branco, logo depois iniciamos a descida para ir aterrar no aeroporto de S. Pedro, mesmo perto da praia, na ilha onde moro.
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A Carmita estava à nossa espera para nos levar a casa na sua carrinha de caixa aberta todo o terreno, e apesar de trazermos imensa bagagem a caixa aberta ainda deu para dar boleia 3 estrangeiros e um miúdo que vinham para cá à aventura e com pouco dinheiro. No fim da viagem a sua retribuição pela boleia foi um cd... afinal eles eram músicos...
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Chegadas a casa foi altura de apresentar o novo membro da minha família cabo-verdiana, a DUNA, a gata mais bonita do mundo... Foi surpresa total... acho que elas gostaram da minha gatita...
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Com a Duna completamente alucinada às voltas com as malas lá fomos desfazendo as trouxas de onde saltaram mais presentes... e desta vez o que é que me traziam para além da batedeira, da varinha mágica e da torradeira que tinha pedido? traziam-me massa, bacalhau, queijo, café, chouriço.... comidinha boa e que cá não há.... ou quando há é muito cara e não é de boa qualidade...
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Traziam também uma tábua de cortar queijos com os utensílios (lindíssima, adorei), e um gato almofada lindo amarelo e cor-de-rosa, para me fazer companhia... Na altura mal elas sabiam que já cá tinha um exemplar vivo e que já vão ser dois gatos cá em casa. O gato almofada foi chamado de gato desbocado, porque não tem boca, mas apesar disso tem muito para dizer.
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Obrigada lindas pelas vossas prendas e por terem vindo cá, foi óptimo ter-vos aqui comigo na minha primeira casa, na minha primeira aventura sozinha fora de Portugal... Obrigado por conhecerem os meus novos amigos e o meu novo meio... foi muito importante para mim...
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Depois de comermos rapidamente no Casa Café Mindelo (quase a minha segunda casa aqui) fomos ao Centro Cultural do Mindelo para assistir a um espectáculo de dança vindo directamente de Lisboa... apesar de eu não gostar de ballett moderno até gostei do espectáculo, mas vencer o cansaço foi difícil, e depois de longos minutos a aguentar a cabeça em pé e os olhos abertos, lá aplaudimos e fomos a arrastar-nos para casa...
segunda-feira, abril 18, 2005
Banho de sal
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Na Murdeira andámos a tentar apanhar um bocadinho de sol sem que o vento nos fizesse levantar voo, mas o dia estava impossível... quando surgiu uma aberta nas nuvens pegámos na mochila, nos óculos e nas barbatanas e seguimos para a praia do empreendimento. A praia foi construída em forma de concha para dentro de terra numa zona com rochas, ou seja, em princípio seria um bom sítio para ver alguns peixitos. Mas durante todo o curto caminho a pé fomos fustigadas por rajadas de vento carregado de areia, e chegadas à dita praia que ali estava plantada só para nós, tivemos que nos abrigar junto ao muro para não estarmos o tempo todo a comer areia.
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Ir à água era impossível, o tempo estava mesmo muito desagradável... como é possível? em Cabo Verde é sempre verão... mas de vez em quando o tempo prega umas partidas, e parece que S. Pedro escolheu a semana de férias da minha família para mostrar que quem manda ainda é a natureza...
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Depois de resistirmos alguns momentos decidimos ir pesquisar a piscina do empreendimento e o restaurante. Para usar a piscina precisávamos de pagar ou então de mostrar um cartão de posse de casa na zona, mas como não me apetecia pagar e como não tínhamos o cartão connosco... não fomos a banhos. Seguimos então para o restaurante, mas ainda estava fechado, então ficámos sentadinhas na esplanada a olhar para o mar, com uma vista óptima e aproveitei para tirar algumas fotografias com a minha super-máquina, vamos lá ver se fica alguma coisa de jeito.
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Voltámos para o apartamento, e no caminho andei a observar atentamente as vivendas que estavam construídas à beira de água... acho que já escolhi qual vai ser a minha casinha de férias quando "for grande" e puder viver dos rendimentos acumulados ao longo de anos intensos de trabalho... ou então viver dos ganhos de um possível totoloto, que apesar de não jogar sei que um dia vou ganhar.
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Como já eram horas de almoçar, fizemos umas sandocas e ficámos no apartamento a descansar um pouco até que chegasse a comitiva Kite. Passado algum tempo já eu estava quase a dormir até que ouvi ao longe o que me parecia ser o som de um tractor ou mesmo de um corta-relvas. Saí da casa e espreitei... o barulho não engana, ainda vinha longe mas já se ouvia claramente o jipe vermelho com os dois ocupantes "todos partidos" lá dentro.
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A expressão "todos partidos" aplicava-se totalmente à Rita e ao Rui, não só por andarem de jipe a cair aos bocados e com a suspensão inexistente, mas também porque andaram a manhã toda de kite e como o vento não estava para brincadeiras vinham com umas marcas a mais. Nódoas negras, arranhões, golpes e imensas dores musculares. Escusado será dizer que nesse dia não voltaram a fazer mais desportos radicais.
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Depois de comermos e descansarmos, e como o vento já tinha amainado, fomos novamente para a praia, mas desta vez para a parte de rocha e em mar aberto. Deste lado da ilha o mar está normalmente muito mais calmo, com menos ondas e com menos corrente.
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A Rita e o Rui lá foram ver uns peixinhos e uns corais enquanto eu me entretinha a apanhar conchas á beira de água. Que Paz... que descanso... Nada podia interromper estes momentos.... a não ser.... o toque de um telemóvel. Bolas... até aqui não me deixam em paz.
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Era a Carmita (a minha senhoria) a avisar que a Lígia (a tal portuguesa que está em Cabo Verde para adoptar uma criança) ir passar pelo Sal a caminho de Portugal, mais ou menos pela hora de jantar. Hoje teríamos então pelo menos duas idas ao aeroporto: para ir ter com a Lígia e para recolher o último elemento desta comitiva, a minha tia São.
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Como ontem tínhamos combinado com o Jô que íamos outra vez às Salinas, lá saímos da praia e metemo-nos do corta-relvas a caminho de Pedra de Lume. Lá estava já o nosso amigo Jô à nossa espera, mas hoje não estava acompanhado pelo Fredão (cadela com nome de cão). Fomos para a maior piscina de sal e com cuidado entrámos e ficámos a flutuar. Aqui não é preciso ter medo de aparecerem bichos ou coisas estranhas dentro de água, porque aqui nada sobrevive, só é preciso ter atenção para não mergulhar e não deixar entrar água para os olhos... se não temos problemas a sério...
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Começou a escurece e nós dentro de água a flutuar... parecia que estávamos no mar morto... Estávamos já a sair de dentro de água quando a minha mãe se começa a sentir mal... o jantar de ontem com o peixe frito não lhe fez nada bem ao fígado... que chatice...
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Voltámos rapidamente para casa para ela descansar e como não estava a ficar melhor fomos chamar a Drª Mónica, amiga da Srª que nos emprestou a casa e que mora num apartamento aqui mesmo ao lado. Não sabíamos bem o nº da casa, mas sabíamos que estava num bloco de doze casas, por sorte a primeira porta em que batemos era mesmo a dela, e em menos de 5 minutos já estávamos no nosso apartamento para ela consultar a minha mãe. Depois de uma brutal injecção e de uns valentes comprimidos as coisas começaram a melhorar e a minha mãe ficou a descansar.
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Entretanto fui ao aeroporto para ir buscar a Lígia que ia jantar connosco. Ela vinha toda contente porque a Vivian, a sua futura filhota já fez o teste do HIV e deu negativo, que alívio... Para além disso o processo já começou a andar e o juiz vai formalizar as coisas para a adopção até ao fim do mês, e por isso a Lígia volta a Portugal para tratar de tudo em casa e na Segurança Social para receber a sua menina em condições e com tudo em ordem.
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Fomos para a Murdeira jantar ao restaurante à beira da piscina... comer um peixinho grelhado... mesmo bom. Para a mãe pedimos um peixe cozido que eles prepararam com imenso cuidado para levarmos para casa (onde a minha mãe tinha ficado a descansar).
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Voltei a ir para o aeroporto mas desta vez para ir por a Lígia, e depois das despedidas voltei para a Murdeira até à hora de chegada do voo de Lisboa onde vinha a minha tia São.
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Estivemos a estupidificar em frente à televisão durante uma hora a ver a SIC, à espera que chegasse a hora do voo. Depois... quase a dormir... lá nos arrastámos para o jipe e com muito esforço seguimos para Espargos. O Rui ficou a dormir no carro e eu e a Rita ficámos a desesperar de frio e sono nos bancos desconfortáveis do aeroporto. Depois de mais de meia hora de atraso lá chegou o avião e lá veio a titia.
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Nova viagem no corta-relvas até Santa Maria para ir por a Rita e o Rui ao hotel, e depois nova viagem para a Murdeira para o merecido descanso dos guerreiros...
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A aventura deste dia acabou por volta das 2:30 da manhã... ufff que canseira.
domingo, abril 17, 2005
Parabéns a você...
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Acordámos bem cedo como é costume em Cabo Verde e ainda antes de tomarmos o pequeno almoço já a Rita tinha recebido a sua 3ª prenda (chávenas de café em barro, algo toscas por serem de produção manual). Seguimos para a sala/varanda do pequeno-almoço e aí, mais uma vez eu não resisti aos magníficos ovos estrelados... aqui os ovos têm mesmo sabor a ovos... em Portugal isto já não acontece... é óptimo.
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Depois do "repasto" e de fazer umas sandocas para o caminho decidimos ir alugar um carro... a foi assim que conhecemos o "corta-relvas"... Corta-relvas é nome carinhoso que nós demos ao nosso "super-jipe" vermelho... E porquê este nome? Ora bem... por onde hei-de começar?... O Jipe era vermelho, era um modelo SideKick, tinha os estofos em muito mau estado, não tinha ar condicionado, tinha 5 portas sendo que as duas portas do lado direito só abriam por fora, um vidro abria totalmente, outro abria pela metade, outro precisava de ajuda com a mão para o subir e descer direito e o outro não mexia porque lhe faltava o manípulo, os pneus estavam quase carecas e o pneu de trás do lado esquerdo já estava furado, o que era menos uma preocupação... o furo era lento por isso 1 vez por dia convinha ir encher outra vez, para além disto nunca sabíamos muito bem quanto íamos gastar de gasolina porque o ponteiro da gasolina estava partido e não mexia... Mas isto tudo não é nada... comparado com o barulho ensurdecedor que o motor fazia na maior parte das rotações, sendo necessário treinar o pé para evitar aquela chinfrineira que nos fez baptizar o jipe vermelho de Corta-Relvas...
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Agora com um carro todo o terreno que podíamos partir á vontade, decidimos ir explorar a ilha... Começamos por Shark's Bay, que é relativamente perto de Santa Maria, mas a única forma de lá chegar com o equipamento todo de kite é de jipe pelo meio da areia. Para além de quase termos ficado atolados no meio do nada, a viagem até que foi interessante... tentar escolher o melhor caminho porque o 4x4 não funcionava... era obra difícil mas não impossível.
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Quando começamos a tirar a tralha toda da pequeníssima bagageira do jipe percebi que o vento a sério tinha vindo para ficar, e logo na semana de férias da minha irmã... bolas é preciso ter azar...
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Não consegui sequer tirar a prancha de bodyboard de dentro do saco, apenas consegui tirar algumas fotos do Rui a "Kitar" (fazer Kite surf) mas com imenso cuidado para não avariar a super-máquina com os biliões de grãos de areia que me atacavam sem dó nem piedade...
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Depois de um rápido mergulho e de uma corridinha para secar ao longo da praia saímos a correr para ir buscar mais uma visita que aterrava às 12:30h. A minha Mãe.
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Todos salgados e despenteados lá corremos para o aeroporto dos Espargos com o corta-relvas a bombar e chupar gasolina... se tivéssemos ponteiro da gasolina quase que jurava que o teria visto a descer com a velocidade alucinante a que andávamos na única estrada a sério do Sal (íamos a 60 Km/h).
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Como o aeroporto é enorme....(ironia...) a minha mãe conseguiu sair por uma porta enquanto nós esperávamos na outra... mas nada que uns 30 passos não resolvessem rapidamente. Aiiii que saudades.... foi tão bom ter-te cá mamã...
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E com a excursão quase toda reunida, pegámos nas malas pesadíssimas carregadas com os bens de primeira necessidade que tanta falta me faziam aqui (batedeira, varinha mágica, recargas de sabonetes e gel de duche, e até massa...), e fomos conhecer a Murdeira. Murdeira é um condomínio fechado com vivendas e apartamentos, com praia privativa e com segurança 24h. Era aqui que iríamos ficar instaladas (eu e a minha mãe) até ao dia da partida para o Mindelo.
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Saímos rapidamente de casa, sem sequer abrir as malas e lá seguimos para Palmeira, uma terriola perto de Espargos, onde existem casinhas coloniais giríssimas e casas de cimento novas ainda por acabar e muito feias naquela que é a zona nova do lugar. Foi no meio desta zona mais periférica que encontrámos o restaurante "Nôs Pimba", eheheh delirante... Aqui comemos um bom marisco... finalmente... Cracas, camarão e perceves.... hummmm, que bom... tirámos a barriga de misérias.
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Depois do almoço seguimos outra vez no corta-relvas para novas paragens, Pedra de Lume. É nesta localidade que se encontram as salinas que "no tempo dos portugueses" produziam grande parte da riqueza desta ilha, e tinham os equipamentos mais sofisticados para a extracção e exploração deste "ouro branco". O Jô, guarda e guia das salinas explicou-nos que as salinas estão no meio de uma cratera de vulcão que abateu, e que a água que abastece estas "piscinas" não é do mar, é do vulcão (diz ele)... O Jô segue a tradição do seu pai e do seu avô a cuidar destas salinas agora geridas por italianos... e nas suas lides diárias é acompanhado por um fiel companheiro o fredão, um cão rafeiro giríssimo, e que afinal não é cão mas sim cadela... O Jô é que ainda não sabe...
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Fomos ver as salinas bem de perto e depois de termos ficado com uns pequenos “recuerdos” combinámos com o nosso anfitrião que no dia seguinte voltávamos para tomar um banho dentro da salina principal... Uauuuu... o mar morto em ponto pequeno.
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Voltámos ao quarto de hotel para tomar banho e trazer as minhas coisas e para depois seguirmos para o jantar de anos da Rita no famoso Funáná. Funáná é o nome de um estilo de música típica de Cabo Verde, mas no restaurante não era esta a música que se dançava e ouvia. O restaurante é engraçado, mas o "cenário" é mesmo para turista ver... queríamos finalmente comer um peixinho grelhado (supostamente uma das especialidades do restaurante) mas o carvão tinha acabado, e por isso tivemos de comer peixe frito... podia ter sido pior.
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Ao jantar a Rita recebeu a minha última prenda, um espanta-espíritos feito por mim com contas de vidro de murano (Itália), quem quiser um parecido faça as suas encomendas, mas aviso já que sai caro... mais pelo material do que pela mão de obra, é que as coisas em CV são caras para burro...
sábado, abril 16, 2005
Santa Maria
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Santa Maria é a praia mais conhecida da ilha do Sal, e consequentemente é a praia mais conhecida de Cabo Verde porque, (in)felizmente, quem vem aqui passar férias normalmente não vai ver as outras ilhas..
Ora o que fizemos nós neste dia? (perguntam vocês), fomos ver a praia ao pé do pontão e andámos a pesquisar o território à volta do hotel. Vimos uns Kites e apanhámos vento, muito vento...
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Voltámos para o hotel onde estava à nossa espera o "guia" para nos tentar "vender" umas excursões... o costume... já se sabe que é sempre assim... Mas conseguimos que ele nos desse informações preciosas... Como por exemplo sítios para comer fora dos locais mais turísticos... ou seja, tascas onde se come bem a comida local e barata...
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Depois de conseguirmos um mapa com as pouquíssimas ruas e estradas de terra batida do Sal, fomos descobrir a vila de Santa Maria. Esta vilazita tem 2 ruas principais ao longo das quais acontece tudo: a R. da Igreja e a R. do Relax. Durante o nosso percurso fomos frequentemente "assediados" por vendedores ambulantes que diziam vender artesanato "bom, mais barato" e que supostamente era de Cabo Verde, mas na maior parte das vezes é mesmo de "África". Para os cabo-verdianos África é o continente, Cabo Verde é uma coisa completamente diferente de África... e realmente quem conhece este continente percebe que é bem verdade...
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Ao longo da dura jornada debaixo de um sol forte e de uma ventania descomunal decidimos ir às compras para nos abastecermos para os futuros almoços na ilha. Comprámos pão acabadinho de fazer, bolachas, sumo e água, e como não encontrámos o típico queijo "di terra", que eu adoro, tivemos mesmo que comprar um queijo europeu qualquer.
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Continuámos então a nossa descoberta... seguimos até quase ao fim da vila e descobrimos uma praia muito fixe... com água quentinha (os normais 21ºC), com umas palhotinhas a fazer sombra e com montes de Kites e de velas de windsurf a acelerar por cima das ondas. Claro que perante este cenário o Rui não resistiu e lá foi alugar uma vela de windsurf para "apalpar terreno" e conhecer o mar e o vento.
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Depois do Rui acabar a volta de 1 hora decidiu ir ao hotel buscar o equipamento a sério: o equipamento de Kite surf. E aí sim... aí é que foi bombar... o vento é que estava um bocadinho forte e a empurrar para fora (alto mar), e por causa disso a Rita não pode "kitar".... foi pena queria mesmo ver-te a andar...
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Acho que neste dia tirei algumas das minhas melhores fotografias... não conseguia parar...
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Ao fim do dia... já um bocado cansados... estas actividades de praia cansam bué... fomos jantar ao Mateus, que é um dos restaurantes mais conhecidos de Sta Maria e onde se pode comer um bom peixe grelhado e ouvir boa música cabo-verdiana. Mas parece que hoje estávamos com azar... o peixe não estava nada de especial, o jantar foi caro (aliás como tudo aqui no Sal), a música não era só cabo-verdiana e eu fiquei com uma brutal dor de cabeça... Acho que estava a sentir os primeiros sinais de insolação... toca de tomar um "shot" de água com sal e açúcar para repor os níveis de água e sais no organismo, e depois é descansar até ao dia seguinte.
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Voltámos para o hotel por entre ruelas de terra batida e sem grande iluminação... E chegados ao "aconchego do lar" eram já 22:30h, ou seja eram 00:30h em Portugal... Aproveitei a deixa e dei a primeira prenda à aniversariante... a Ritinha uma boneca de pano típica de Sto Antão (a ilha mais bonita de Cabo Verde). Como as 23h chegaram depressa decidi dar-lhe também a 2ª prenda do dia de anos, uns copinhos para licor típicos de S. Vicente (a ilha onde vivo)... e como o cansaço já era muito adormecemos antes da meia-noite e portanto o resto das prendas teve que ficar para a manhã seguinte.
Um saltinho até ao Sal
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Desta vez regressei não para passar rapidamente para Lisboa, mas sim para ficar 4 dias com as minhas primeiras visitas e para passar os anos da minha irmã.
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Parti de S. Vicente perto das 23h, foi o pior voo da minha vida, logo que levantámos voo pensei que ia morrer... não estou a gozar... houve pessoas que até entraram em pânico quando a levantar da pista o avião inclina e quase que tocava com a asa direita no chão, acho que o comandante conseguir evitar o desastre por milímetros... para além disto estivemos o tempo todo com os cintos apertados porque os poços de ar eram mais que muitos e eu voava mesmo dentro do avião e com o cinto bem apertado... vínhamos todos agarrados às cadeiras... Foi horrível... mas já passou.
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Mal aterrei percebi que o avião em que a Rita e o Rui tinham vindo tinha acabado de aterrar também. Ainda do autocarro do aeroporto vi a minha irmã na fila dos passaportes... finalmente... que saudades. Depois de abraços enormes e de sorrisos largos, lá falei com o tipo do transfer para me dar uma boleia para o Hotel.
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Mesmo cheias de sono não conseguíamos parar de falar... as saudades eram muitas... mas depois de nos instalarmos e de trocar os habituais "estás tão gira!", "cortaste o cabelo!", "estás bronzeada... que inveja!" e "que saudades maninha...", lá conseguimos dormir num quarto mini onde cabiam bem apertadinhas camas para 3 pessoas, um armário com a porta a atirar-se para o chão, o saco enorme das velas e pranchas de Kite, as 3 malas, e pouco mais...
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Para além disto a casa de banho tinha uma porta que teimava em ficar aberta porque não tinha fechadura, as 2 únicas toalhas eram do chinês, e não tínhamos sabonetes...
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Bem, o hotel não era assim tão mau... prefiro pensar que este tipo de hotéis são concebidos propositadamente para sítios com praia e bom tempo, e por isso nos obrigam a ficar fora do quarto o máximo de tempo possível...
quinta-feira, abril 14, 2005
quarta-feira, abril 13, 2005
Cinema
Aula de teatro
terça-feira, abril 12, 2005
Mais um jantar lá em casa...
segunda-feira, abril 11, 2005
Visita fotográfica
sábado, abril 09, 2005
Deitar tarde e cedo erguer...
Tolerância de Ponto
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Hoje a cidade estava vazia, não se via vivalma, é impressionante... Todas as lojas e todos os serviços estavam fechados, até as 64 lojas de chineses que existem no Mindelo, estiveram fechadas o dia todo (os chineses aqui são muito diferentes...)
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sexta-feira, abril 08, 2005
uma DUNA dentro de casa
quinta-feira, abril 07, 2005
TVP
quarta-feira, abril 06, 2005
Que vida dura !!!
segunda-feira, abril 04, 2005
Bolo de Natas
domingo, abril 03, 2005
sábado, abril 02, 2005
Coisas soltas - again
- Almoço com Ana Cordeiro (Directora do Centro Cultural Português) - cachupa mais uma vez e muitíssimo boa. A cadela dalmata adorou-me e não me largava e o gato igual ao dingo só queria mimos...
- Jantar em casa da Joana - Bióloga Marinha demasiado tímida para eu perceber o que está a fazer aqui e se precisa de algum apoio
- O Papa morre - Paz à sua alma...
sexta-feira, abril 01, 2005
O dias das mentiras
Tertúlia
quinta-feira, março 31, 2005
A queda
quarta-feira, março 30, 2005
Mais coisas soltas
- Bolonhesa vegetariana - de Portugal trouxe comigo a soja e aqui convidei a Lígia para jantar comigo. A Lígia é portuguesa e está cá a tentar adoptar uma criança, se tudo correr bem penso que irá mesmo adoptar duas. :)
terça-feira, março 29, 2005
Coisas soltas
- Bolo de Banana - o primeiro da minha vida... estava muito bom, mas pequeno... afinal tive que o bater à mão... ainda não tenho a batedeira, vai ter de vir de Portugal juntamente com a varinha mágica e a torradeira. É que cá as coisas são muitíssimo caras, bem mais do dobro do que em PT
- Documentário "Outros Bairros" - terrível o que voltei a sentir... grande parte do doc é sobre o bairro dos húngaros, que estava mesmo ao lado da minha casa em Miraflores.
segunda-feira, março 28, 2005
Resumo
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27 - Março
- Concerto particular da Celina Pereira na Kasa d'Ajinha, com o Zé Afonso, com o Kiki Lima (primo da Celina), com Germano Almeida (também primo da Celina e autor do último livro que o meu pai me deu) e com muita muita emoção... eu chorei... neste dia chorei por todos os que já perdi e principalmente por ti PAI. Mesmo não percebendo o que a música dizia (o "Choro" - música de funeral), sentia no meu coração a dor de perder alguém a dor de te perder a ti... e enquanto o meu coração apertava o meu peito, os meus olhos deixavam escapar lágrimas de dor.
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- Documentário "White Diamond" - espectacular
sábado, março 26, 2005
um mau dia
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O Dingo morreu... o meu gatinho mais lindo...
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Que abalo grande no meu coração...
uma fogueira depois do Mar Alto
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João Branco é um português que se fartou de esperar que Portugal melhorasse e à 13 anos atrás (sim treze), decidiu que devia sair de vez e emigrar. João Branco é filho de José Mário Branco, e um dia disse ao pai que não ia acabar o curso e queria definitivamente ir para fora, e o pai como tinha um amigo em Cabo Verde sugeriu este país. Uma semana depois de ter tomado esta decisão já estava a pisar o solo deste pequeno arquipélago e desde essa altura tem lutado aqui para construir algo... Construiu o que é hoje o teatro no Mindelo. É ele que dá aulas de teatro e é ele que monta todos os anos pelo menos dois espectáculos. Foi graças a ele que foram nascendo dos seus cursos os melhores grupos de teatro agora a representar em Cabo Verde.
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O actor que conheço é o Paulo, curiosamente esta peça era a sua estreia... e foi óptimo... à saída todos diziam que tinha sido o melhor e nem sequer sabiam que ele ainda é aluno do curso de teatro, era o único em palco que ainda não tinha acabado a sua formação. E foi sem dúvida nenhuma o melhor em palco. Vocês nem imaginam como ficou com os olhos a brilhar quando no fim da peça fomos todos ter com ele e lhe dissemos isto... Estamos a assistir ao nascimento de uma nova estrela no firmamento de Cabo Verde...
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A peça em si fala de um barco com 3 náufragos bem vestido e que enfrentam um grave problema... a comida acabou.... No meio de politiquices, de discursos e manipulações a peça termina com um belo banquete de dois dos náufragos que se servem do outro que se "ofereceu" como refeição. A encenação foi óptima... não só dava para ouvir as palavras usadas para manipular o elemento psicologicamente mais fraco, como dava para sentir a perda rápida de forças até à aceitação da sua morte "voluntária".
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Depois da peça o grupo de teatro foi todo festejar para a Lajinha... e acabei esta noite fantástica sob as estrelas, a ouvir o bater das ondas na areia branca, a aquecer os pés na fogueira que se acendeu e a comer um belo e quentinho arroz à valenciana...
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Imaginam melhor vida do que esta?!...
quinta-feira, março 24, 2005
Mais um fim de tarde cultural
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Hoje havia o lançamento da revista Mindelact, havia uma mostra de produtos tradicionais de Sto Antão, havia um concerto privado do Vasco Martins e havia ainda o ensaio/ante-estreia de uma nova peça de teatro.
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Mas só consegui ir a dois deles.
Fui à mostra de produtos tradicionais de Sto Antão, na galeria Alternativa que é do Leão Lopes e da Mamy Estrela, e fui ao concerto do Vasco Martins.
Adorei estar na Alternativa, comi e bebi lindamente, só vos digo que vim de lá carregadíssima. Comprei umas bonecas de pano, uns individuais feitos com folha de bananeira, malagueta em azeite e alho (fortíssimo... é uma autêntica bomba... mas é óptimo), doce de papaia que fica divinal com o queijo da terra, e finalmente trouxe um licor de goiaba que é muito muito bom. Este licor está á espera da primeira visita para ter a sua estreia...
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Depois de ter enchido a barriguinha pequenina (cada vez mais redondinha ihihihi) (aqui é impossível fazer dieta...), fui para casa o Vasco Martins. É possível que alguns de vocês já tenham ouvido música dele, eu ainda não tinha ouvido e aquilo que esperava não teve nada a haver com o que ouvi. Eu pensava que ia ouvir música tipicamente cabo-verdiana, ai como me enganei... Ele compõe música tipo erudita a puxar para a meditação budista... não sei se me fiz entender... pelo menos o ritual dele antes de tocar é de preparação para a meditação e a música dele transporta-nos no ar e leva-nos para o desconhecido. Eu entrei quase em completo transe... foi fantástico... e mais palavras para quê? se nem as consigo pronunciar? ouçam a música e depois digam qualquer coisa...
quarta-feira, março 23, 2005
Aii....Blimundo...
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Mas sobre esta estória não vos conto mais. Terão de ler o livro que comprei.
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Este livro tem estórias e música para miúdos e graúdos, foi escrito e cantado por Celina Pereira, cantora Cabo Verdiana. Aquela que estava no almoço da Zau.
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No lançamento do livro e perante uma sala cheia de crianças, estavam também todas as altas personalidades ligadas à cultura, tanto de Cabo Verde como de Portugal. Muitos foram os que falaram, e falaram bastante bem, mas o melhor momento foi quando Celina acompanhada do Zé Afonso nos encantou com a música do Blimundo...
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Esta é uma música que me ficou no ouvido, já lhe conheço um pouco da estória e a melodia ficou gravada no meu ouvido.
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Não vos consigo descrever mais nada... só tenho a música na ponta dos dedos e não a consigo transmitir...
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Aiiii.... Blimundo....
terça-feira, março 22, 2005
Plenário sobre a Problemática da Água em Cabo Verde
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É muito bom chegar aqui nesta altura, em que se começa a falar de ambiente, em que se iniciam as discussões que daqui a algum tempo terão frutos. É muito interessante ver o empenho de todo o tipo de técnicos e até mesmo políticos sentados a dar as suas opiniões e verdadeiramente interessados em ouvir o que todos têm para dizer.
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Até eu já sou ouvida... algumas pessoas vêem-me perguntar o que é que eu acho ou deixo de achar... é mesmo muito interessante, eu própria estou a contribuir um bocadinho para este processo de mudança...
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No fundo no fundo quando pensava em ir trabalhar para África era exactamente para isto, para poder participar em algo, poder contribuir para a melhoria do ambiente num país que realmente precisasse.
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Esse objectivo estou agora a alcançá-lo... Que bom.
segunda-feira, março 21, 2005
Exposição de Tapeçaria
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Assim fui convidada, entre outros eventos, para assistir à inauguração de uma Exposição de Tapeçaria de Portalegre. Lá fui eu toda contente a seguir a um duro dia de trabalho, até fui quase a correr, porque ingenuamente pensava que ia comer uns salgaditos e ia ter direito pelo menos a um sumo de papaia. Pois... Esqueci-me de um pequeno pormenor... o estado Português é sempre pobre para muitos assuntos e principalmente para a cultura e para o apoio a países que dizemos irmãos...
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Para além deste pequeno pormenor que não correspondeu às minhas expectativas, a exposição era boa. Tão boa que quando entrei pensei que me tinha enganado na exposição e em vez de tapeçarias estava a ver quadros. É que estas tapeçarias são reproduções de quadros de vários pintores e o pormenor é tanto que em muitos deles temos a sensação clara de estar a ver pinceladas...
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Aconselho vivamente a todos os que gostem ou não de tapeçaria para irem a Portalegre ver o museu e ver também o processo de fabrico.
domingo, março 20, 2005
Novamente Calhau e Praia Grande
Holanda
"O Anel Dourado"
sábado, março 19, 2005
Casa da famosa Zau !!!
sábado, março 12, 2005
Os bichos invadem a Praça
sexta-feira, março 11, 2005
As Julietas
quinta-feira, março 10, 2005
Teatro de miúdos para miúdos
Em Portugal tinha sempre muita coisa para fazer e pouco tempo para aproveitar as imensas peças que estreiam durante quase todo o ano. Em Cabo Verde, estando eu a morar na cidade onde se concentra a elite cultural, não podia perder as peças que por aqui passam.
O mês de Março é o mês do teatro no Mindelo e por isso sempre que há uma peça a sociedade que gosta de teatro reúne-se 5 minutos antes da hora marcada no Centro Cultural do Mindelo para assistir, participar e aplaudir. Aqui toda a gente se atrasa para todos os compromissos, à excepção do teatro, dada a importância e o respeito que se tem por esta nobre arte.
Aqui no fim da peça as pessoas levantam-se para aplaudir, porque geralmente as peças são boas e bem representadas, e à saída da sala conhecem-se pessoas porque é impossível não fazer comentários… é impossível não vibrar com formas puras de representar…
No outro dia, na peça "O Princípe Perfeito", foi impossível não deixar cair uma lágrima de emoção porque quem estava em palco eram meninos de rua que todos tinham considerado perdidos, e que decidiram voltar à escola e dedicar-se ao teatro e conseguiram, arrancaram-nos da cadeira para dar o mais forte aplauso que já ouvi e para partilhar com eles o momento de emoção que viviam ao acordar para uma nova vida…
Foi um dos melhores momentos que assisti e vivi no teatro ou em qualquer outro evento cultural…"
quarta-feira, março 09, 2005
Pôr-do-Sol
terça-feira, março 08, 2005
Clube Náutico vs Le Café Musique
dia 2 de Fevereiro
Como em qualquer cidade à beira mar que se preze, aqui apesar de não haver marina, existe um Clube Náutico, que é por excelência o local onde os estrangeiros com gosto por alguma aventura vão à noite comer qualquer coisa e beber um gin tónico (aiiii.... o Peter's). Pois bem... e eu como boa ex-marinheira que sou decidi ir dar-me a conhecer ao mundo dos pseudo-marinheiros locais e estrangeiros aventureiros.
Como em quaquel clube náutico do mundo lá passei por baixo de uma fileira de bandeiras usadas para comunicar entre embarcações, até aqui nada de estranho. Olhei para as paredes e reparei que o arquipélago de Cabo Verde fazia parte da decoração de uma das paredes e em alto relevo, é interessante.
Sentei-me e preparei-me para pedir os petiscos... Ora pois... não queria mais nada???? não?! Petiscos nem vê-los, então pedi o menu. A escolha estava difícil entre o "amburga" e a pizza ou mesmo a bela da "sande c'atum". Optei pela pizza, pois é algo que normalmente dá para ver de que é feito e o que tem lá dentro. Big mistake, huge mistake.... A pizza mais parecia uma folha de papel vegetal redonda com umas coisas desenhadas a cor por cima... pois... realmente dava para ver o que tinha dentro, dava até para ver à transparência... eu gosto de pizzas de massa fina, todos sabem disso, mas também não é preciso exagerar... Mas pronto, "não há-de ser nada", pensei eu. Olhei melhor para aquela folha de papel e percebi que era amarelada por isso devia ter queijo, vi que as coisas com cores eram rodelas de chouriço e azeitonas cortadas, e pensei novamente para com os meus botões "afinal não me parece assim tão mau". Cortei a primeira fatia e enrolei-a com a maior das facilidades até fazer uma espécie de cigarro de enrolar bem fininho. Trinquei e qual não é o meu espanto quando reparo que ou eu não tinha paladar ou efectivamente a pizza não sabia a nada... Pois... trinquei outra vez mas desta vez um chouriço, e também não me soube a nada. "Bolas... só me faltava agora ficar sem sabor, que atrofio!..". Então decidi tirar a prova dos noves, e bebi um golo da minha coca-cola... A bebida não sabia só a coca-cola, sabia a coca-cola com gelo de água da torneira "que porcaria...", nem a bebida se safava. Jurei para nunca mais comer neste sítio com comida com sabores estranhos.
dia 8 de Março
Pouco mais de um mês depois eu regressava ao Clube Náutico, mas desta vez com conhecimento de causa. Já tinha provado a comida e a bebida, e já tinha investigado o local de forma a perceber que provavelmente, nos tempos aureos dos portugueses e dos ingleses, este local devia ter um importante escola de vela.
Neste momento estão cerca de 20 optimist a apodrecer nos seus berços ao lado do edíficio, expostos ao sol intenso e às chuvas torrenciais irregulares. Destes barquinhos da antiga escola de vela resta pouco mais que o bordo do casco, mete dó ver um investimento daqueles com uma baía destas aqui a dois passos, a ir "por água abaixo".
Esquecendo o cemitério de barcos aqui ao lado, e para que o Pedro (amigo do João) ouvisse um pouco de música ao vivo (que passa quase diariamente neste local "para turista ver"), lá entrámos novamente no Clube. Desta vez pedi apenas uma coca-cola e sem gelo, e estive a curtir a música de um grupo de cerca de 10 pessoas que nem sequer dava para perceber quem tocava o quê nem quem é que cantava, porque estavam sempre a entrar e sair de cena pessoas que circulavam na sala.
Le Café Musique
Já fartos dos enormes intervalos entre as músicas, decidimos ir até ao "Le Café Musique". Aqui sim é que se está bem. Aqui eu sento-me peço o monte de coca-colas que quiser, com ou sem gelos, com ou sem limão e a coca-cola sabe sempre a coca-cola.
Aqui venho muitas vezes, sempre que há algum concerto, e até já sou cliente habitual da casa. Já conheço alguns dos empregados e até já conheço alguns músicos, (nha Kapa, Bau, Vlú e Dubsquad), o único senão deste sítio é que marcam os espectáculos para as 10:30 da noite mas se eu só aparecer às 00:00 ainda tenho que esperar que os artistas apareçam. Mas como já conheço o esquema vou passear para outras bandas antes, e se calha a encontrar o músico fico de olho nele até que este se decida a ir ganhar uns trocos e nessa altura eu saio de onde estou e dirijo-me para mais uma noite de convívio com as pessoas do costume no Café Musique.
Este sítio é muito acolhedor, eu gosto imenso, tem boa música, bom ambiente... nem sei explicar, mas sinto-me lá bem. Acho que a minha descrição terá de ficar por aqui porque este é um daqueles sítios que por muito que escreva nunca vos conseguirei transmitir o que ele é. Têm de vir cá ver com os vossos próprios olhos...
domingo, março 06, 2005
Reconhecimento da Ilha
Esta semana esteve cá o Pedro, amigo do João, e como ele estava com bicho cartpinteiro para conhecer a ilha e o tempo era pouco, precisámos de pedir um carro emprestado para dar umas voltas. A preparação do dia começou em arranjar carro, passou pelas compras no supermercado e pela preparação das sandes em minha casa. Já com tudo na mochila, incluindo 1,5lt de água por pessoa, lá nos metemos na viatura em direcção ao ponto mais alto da viagem.
Monte Verde
Como alguns de vocês sabem estas ilhas e particularmente S. Vicente, têm tido problemas graves com a seca, mas há sempre um local ou outro que escapam e mantém as cores, que deram nome ao arquipélago, só para nos surpreenderem... O Monte Verde é o ponto mais alto da ilha de S. Vicente, e é também o único local que está durante todo o ano com bastante humidade e com líndissimos tons de verde. Para se chegar lá é preciso que o carro aguente andar em terra batida e ao lado de precipícios, é também preciso que as vertigens não se lembrem de aparecer. Chegados quase ao topo deste mundo é preciso sair do carro e ir até ao marco que indica o ponto mais alto. A viagem é um pouco assustadora, mas a vista compensa o esforço. É LINDO!!!! Olhamos à nossa volta e vemos todos os pontos onde as ondas tocam a ilha... vemos as praias, a cidade, sentimos o vento na cara... não se houve nenhum som... só o assobiar do vento nas folhas dos aloés... sente-se um cheirinho a mar e as gotículas de humidade a tocar a pele... de vez em quando o sol surge por entre a bruma e aquece o corpo que entretanto arrefeceu. Olhamos à volta a pesquisar todo o horizonte, vemos claramente as ilhas mais próximas, Sto Antão enorme e imponente, ilhéu de Sta Luzia onde gostava de ir acampar um dia, ilhéu Raso e ilhéu Branco que vi pela primeira vez na viagem de avião de S. Nicolau para S. Vivente, e vê-se também a ilha de S. Nicolau, hoje um pouco esbatida por causa da bruma, mas bem visível em dias de céu limpo.
Calhau
Isto não é bem uma praia... é mais uma entrada directa para o mar... saltamos da rocha vulcânica quente do sol para a água refrescante do oceano (22ºC). Quando aqui cheguei pensei "esta gente é louca de vir aqui tomar banho... nem pensem que vou aqui entrar... isto não tem piadinha nenhuma.", mas depois de ver alguns dos nativos perfeitamente à vontade dentro de água, decidi também eu mergulhar. A água estava óptima, límpida e a uma temperatura excelente, as correntes oceânicas que arrastam todas as pessoas desta costa até ao Brasil, curiosamente aqui não se faz sentir, nem mesmo a grandes ondas do atlântico aqui incomadam quem está dentro de água. E por curioso que vos pareça, dá-me a sensação que a água aqui deve ser mais salgada do que em Portugal, pois fico a boiar com toda a facilidade do mundo e só não adormeço dentro de água porque não calha... Quase como um bacalhau, estive de molho cerca de 1 hora, que é do melhor para descontrair... e enquanto em boiava, mergulhava e nadava, ao pé de mim um rapaz pôs o isco no anzol e começou a pescar. Sempre que eu olhava para ele tinha tirado mais um peixe, todos de espécies diferentes, pelos exemplares pensei logo que aqui seria um bom sítio para mergulhar com os meus óculos e as minhas barbatanas e pesquisar um bocadinho este fundo do mar.
Restaurante e Pensão Chave d'Ouro
Ainda não vos tinha falado desta pérola da época colonial... a construção é fantástica, mesmo da época, o empregado do restaurante anda sempre bem vestido, tem um olho de vidro e só fala crioulo, come-se aqui um bom peixinho grelhado e tem uma pensão ao lado com umas luzes vermelhas a indicar a entrada para o local da tentação... é de chorar a rir. Estávamos nós a meio do nosso jantar de cachupa rica (não tão rica como devia ser, mas não estava nada má), quando uns tipos no outro canto da sala, pegam nas guitarras e cavaquinho e começam a cantar. Foi um espetáculo, um verdadeiro espectáculo, e ainda por cima foi de graça. Os tipos eram cubanos e estavam cá de passagem, claro que eu como boa anfitriã que sou fui logo cuscar... Comprei logo o cd deles que é espectacular e perguntei se iam tocar em algum sítio aqui no Mindelo, ao que me responderam que estavam a pensar nisso mas depois diriam alguma coisa. E efectivamente foram tocar, no Café Musique, mas porque eu e o João falámos com o dono e ele deu-lhe não uma mas duas oportunidades (2ª e 3ª feira) e deram um verdadeiro show. O público estava louco, batia palmas a marcar o ritmo e cantavam alto e bom som.
Depois deste dia tão cheio e atribulado só me faltava ter uma surpresa... a cachupa tinha carne de porco e em nem sequer reparei, só quando estava a ver um filme é que comecei a sentir a barriga a crescer e depois comecei a ficar mal disposta e depois foi só ter tempo de ir a correr para a casa de banho deitar fora os 700$00 cv que me tinha custado o jantar...


